Uma moderna tasquinha portuguesa na Linha de Cascais

Um engenheiro eletrotécnico e a mulher mudaram de vida e abriram, no centro de Paço de Arcos, um espaço «pequeno mas acolhedor» que serve petiscos e não só.

Mais do que simples petiscos, na Tasquinha da Vila há pratos originais com raízes tradicionais. Das mãos do chef Miguel Campos – que, antes de abrir o seu restaurante, há um par de anos, trabalhou no Albatroz, em Cascais, e no Chapitô à Mesa, com o chef Bertílio Gomes – saem delícias simples mas surpreendentes. Uma coisa Ana Cabral, sua mulher e responsável pela gestão do espaço, garante: «A aposta é na qualidade da matéria-prima nacional.» Daí que a farinheira venha de Idanha-a-Nova, a alheira de Chaves, os restantes enchidos do Alentejo e o queijo de cabra, além de biológico, é de Castelo Branco.

Foi para transformar estes produtos em pitéus que, aos 34 anos, Miguel Campos largou a engenharia eletrotécnica e foi para a Escola de Hotelaria do Estoril. Sempre gostou de cozinha e agora tem a sua. E se a ideia inicial era abrir uma «casa de petiscos com um toque moderno» e mais dois ou três pratos, cedo perceberam que embora a aposta tivesse de ser nos petiscos «porque não havia nada do género na zona», tinham clientes para os atuais oito pratos.

Nos petiscos, o carpaccio de polvo é o orgulho da casa. Os peixinhos da horta, o choco frito e os ovos com farinheira em forma de omelete também são muito procurados. No capítulo «Tapas», é obrigatório provar a de salmão com beringela, a de morcela com abacaxi e a de sardinha com pimentos assados. Na secção de pratos destacam-se as bochechas de porco preto com puré de maçã e batata, e o bacalhau frito com tomatada alentejana. Tudo servido com apresentação sofisticada, para apreciar num espaço onde a música ambiente não é senão boa companhia.

TASQUINHA DA VILA
Praça da República, 4, Paço de Arcos, Oeiras
Tel.: 210142334.
Web: facebook.com/tasquinha.da.vila
Das 12h00 às 00h00. Encerra à segunda.
Preço médio: 20 euros

 

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