Quiz #21: «Se a comida é má, pouco adiantam outros fatores»

Ainda menina e moça, Justa Nobre deixou Trás-os-Montes e fez-se cozinheira em Lisboa
Como não há amor como o primeiro, no final de setembro, Justa Nobre inaugurou o À Justa no número 107 da Calçada da Ajuda.

O trocadilho com o nome da pequena-grande cozinheira transmontana, que para mais se confunde com o do próprio bairro lisboeta, tem mais que ver com o poder fazer as coisas à sua maneira do que propriamente com o espaço acanhado. Ali, como nos seus outros restaurantes, mantém-se fiel à cozinha de boa cepa portuguesa.

Uma cozinha para todos os dias?

Cozinha portuguesa com certeza, com uma ampla diversidade de escolhas.

Na hora de comer fora, o que pesa mais: o fator novidade, a comida, o nome do chef ou o boca a boca?

Todos os fatores são importantes, mas é sem dúvida a comida que se destaca. Na minha opinião se a comida for má, pouco ou nada adiantam os restantes fatores.

Qual o seu ingrediente secreto?

Um bom azeite e ervas aromáticas

Um prato que não lhe sai da cabeça?

Todos os pratos que a minha mãe cozinhava — em especial a feijoada.

Qual o maior trunfo da cozinha portuguesa?

Sou eu (risos). Sem dúvida, a qualidade dos produtos.

O que nunca pode faltar na sua despensa/frigorífico/adega?

Todo o tipo de massas pela sua versatilidade. É o alimento favorito do meu filho e dos meus netos.

Qual a região, ou as regiões portuguesas, que ainda nos vão dar muitas alegrias?

Todo o norte do país.

O paladar educa-se?

Sim, educa-se e pode evoluir consoante as experiências gastronómicas pelas quais vamos passando.

Um restaurante que ainda está na sua bucket list?

El Celler de Can Roca [Girona, Espanha, com três estrelas Michelin].

Um prato com sabor a infância?

Aletria cremosa com muita canela, uma sobremesa que adoro reinventar.

 

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