Vinho dedicado a Renato Seabra custa 1,90 euros

Uma produtora de Cantanhede comercializa o Galifão, o vinho dedicado a Renato Seabra, considerado culpado pelo assassinato de Carlos Castro. O modelo «adorou a ideia», conta um dos melhores amigos.

Galifão é o nome do vinho português dedicado a Renato Seabra, o manequim condenado a uma pena de 25 anos de prisão a prisão perpétua em 2012, considerado culpado pelo assassinato de Carlos Castro. A ideia surgiu no ano passado de Diogo Costa, amigo de infância de Seabra, e que trabalha nos departamentos comercial e de imagem da Silva Salgado Vinhos, a produtora fundada há 17 anos em Cantanhede, distrito de Coimbra, que produz o referido vinho.

«É uma palavra que tem muito significado para o nosso grupo de amigos de infância. O Renato e todos nós usávamos muito esta palavra entre nós quando éramos miúdos, principalmente em contextos como quando conhecíamos uma rapariga nova», explica à Evasões o jovem de 28 anos.

O mesmo reforça que o Galifão tinto se encontra à venda em vários espaços Intermarché e na própria produtora vinícola [com planos para a comercialização do vinho branco em breve], a um preço médio de 1,90 euros, que está na média dos preços dos restantes vinhos produzidos pela Silva Salgado, à exceção do tinto Neves da Silva, de cerca de seis euros por garrafa.

 

Renato Seabra «gostou da ideia»

Diogo Costa conta que Renato Seabra, que se encontra preso na Clinton Correctional Facility, nos EUA, tem conhecimento deste vinho. «Ele gostou da ideia, quando soube», revela o jovem. E tem uma surpresa reservada: «Guardei as primeiras seis garrafas, quando fizemos a primeira colheita do Galifão, para lhe oferecer quando ele sair da prisão», frisa Costa.

Segundo o amigo de Renato Seabra, que descreve o Galifão, produzido a partir das castas tinta roriz, syrah e touriga nacional, como «de cor robusta e quente e com aroma frutado», ideal, por exemplo, para acompanhar com «um cabrito ou um cozido à portuguesa». E remata: «As pessoas têm aderido bem e comprado o vinho, mas sinto que é uma marca ainda recente e que ainda tem muito espaço para crescer este ano».

 

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