Até ao fim do mês as visitas ao Quartel do Carmo são gratuitas

A história do antigo convento, agora Quartel do Carmo, ajuda a conhecer quase seis séculos da história nacional. Até 27 de maio, as visitas são gratuitas e permitem conhecer uma das salas onde, em 1974, aconteceu um dos momentos-chave do 25 de abril.

A história do Quartel do Carmo, onde Marcelo Caetano foi forçado a negociar o fim do Antigo Regime, vai muito mais além do 25 de Abril. As origens do edifício que a Guarda Nacional Republicana ocupa, há mais de 100 anos, são bem mais antigas. Incluem não só um capítulo sobre as origens da GNR, quando foi criada a Guarda Real da Polícia, ainda em período monárquico, como séculos como convento carmelita.

Estas e outras histórias, que fazem parte da história de Portugal, são contadas no Museu da GNR (gratuito até junho),e, até 27 de maio, através das visitas inéditas ao interior do quartel, a propósito do 106.º aniversário da Guarda Nacional Republicana. Fica-se a saber por exemplo que a fundação do edifício, ainda como convento, se deveu a Nuno Álvares Pereira, que ali viveu os últimos dez anos de vida, e aqui morreu. A igreja anexa ao convento ruiu no terramoto de 1755 mas grande parte do edifício do convento ficou quase intacto e poucos anos depois a comunidade de frades que aqui habitava, pôde regressar.

A história mais recente, mas mesmo assim já com mais de um século, está ligada à Guarda Nacional Republicana e à sua predecessora da Guarda Real de Polícia de Lisboa que desde 1801 aqui tinha o seu comando central.

É também uma oportunidade rara de conhecer os corredores, o salão nobre e a grande varanda nas traseiras do edifício que tem uma das melhores vistas da cidade. As visitas são guiadas por quem sabe muito da história deste local, como o Coronel Nuno Andrade, Chefe de Divisão de História e Cultura da GNR. Sempre que possível há a possibilidade de ver o gabinete do Comandante-Geral onde Salgueiro Maia e Marcelo Caetano se encontraram no dia 25 de abril.