No novo restaurante de Setúbal o bife faz-se com pedra de sal

A pedra de sal chega de Loulé, a loiça de barro negro é de Bisalhães e os talheres de cabo de madeira são feitos na Guarda. No De Pedra e Sal, faz-se uma viagem em Portugal, com a serra e a baía aos pés.

Assim que se empurra a porta de ferro fundido do De Pedra e Sal, no centro histórico de Setúbal, o cordame dos barcos de pesca prende o olhar. Mas na cidade do peixe fresco e do choco frito também há espaço para o bife na pedra de sal, que já dá fama ao espaço.

O restaurante é dos poucos no país a dar aproveitamento culinário à pedra de sal, que até há pouco não era valorizada na mina de sal de Loulé. O prato chega à mesa em base de cortiça e é na pedra que a carne, previamente assada, ganha sabor. A acompanhar, legumes assados e batata à padeiro em porção generosa.

No piso de cima, funciona um hostel inspirado em Setúbal, com 30 camas em camaratas, duas suites e um quarto individual, no edifício recuperado mantendo a traça original

O forno Josper que se impõe na cozinha, e se avista da sala, para lá do balcão com azulejos, é de onde parte todo o menu. «A inspiração da carta são os nossos antepassados e a forma como antigamente se comia», conta Vasco Alves, responsável pelo restaurante e chef executivo da Escola de Hotelaria e Turismo de Setúbal.

Sempre que possível, o chef utiliza produtos sazonais e autóctones, como peixe e ostras. Depois, há camarão tigre e bacalhau à lagareiro com puré de pimentos, batata a murro e regado com azeite de ervas e alho. Para beber, qualquer um dos vinhos da carta, da Península de Setúbal ao Alentejo e Dão, serve-se a copo.



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