Crítica Vinho: 6 vinhos Bulas por Fernando Melo

A autonomização da produção de vinho do porto pela J. Bulas Cruz, anteriormente feita em exclusivo para exportadores de Gaia, não podia ter conseguido melhores resultados. Os resultados estão à vista, mais uma jóia duriense a acarinhar.

Tem raiz bem portuguesa esta casa e mantém-se na mesma família desde que José Bulas Cruz, nascido em 1905, conhecido médico e filantropo do concelho de Alijó, a fundou. Isabel Vieira, descendente, gere a marca Bulas com atenção simultânea aos três braços vínicos: DOC Douro, tawnies e ruby, com a direção de enologia a cargo de Joana Duarte.

Os primeiros distribuem-se pelas categorias rosé, branco e tinto, com o denominador comum da frescura e elegância. Os tawnies são copiosos nas notas que nos fazem venerar e colecionar o vinho do porto por muitas décadas, sendo impossível não destacar o «super tawny» – com o correspondente preço, diga-se – de talante inigualável. Nos ruby, o Late Bottled Vintage 2011 mereceu recentemente a distinção «platina» nos prémios Decanter Wine World Awards, fazendo brilhar Portugal entre os melhores vinhos do mundo.

As uvas provêm de duas quintas do Cima Corgo, debruçadas na foz do rio Ceira, afluente que entra no Douro pela margem direita sensivelmente na longitude do Ferrão. São elas a Quinta da Fozceira, com os vinhedos em cotas entre 73 e 140 metros; e a Quinta da Costa de Baixo, nas altitudes que vão até aos 230 metros.



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