8 vinhos nacionais para acompanhar pratos de peixe

Quando o mar invade a mesa, são estes os vinhos que deve abrir, com polvo à lagareiro, amêijoas à Bulhão Pato ou uma sopa de cação.

O povo português tem o mar no código genético e as mãos de cada um deviam cheirar a marisco e a peixe. A afirmação é contundente, mas exprime a urgência que devemos ter em conhecer melhor a nossa costa e o que ela tem para nos dar. Quem experimentou marisco noutras paragens sabe como os nutrientes aqui fazem tudo mais saboroso, e que as águas frias que temos não servem senão para dar consistência e brilho a tudo o que é marítimo. É uma dieta completa e comporta os sabores mais intensos e sofisticados. O recurso inefável que nos calhou.

Veja em baixo a lista completa das sugestões de vinhos para saborear com cada prato de carne.

Gazela Vinho Verde branco | Sogrape
Cascaria, como amêijoas à Bulhão Pato, vão aqui bem, bruxinhas, lagostins e cavacos ao natural põem-nos felizes, e o debulhe de uns bons percebes põem-nos a pensar no destino. Ligação garantida.

Manoella Douro branco 2015 | Wine & Soul
Saiu há pouco tempo este vinho e já é forte contendor do posto de melhor branco duriense. Fantástico para um pregado assado no forno, em beurre noir.

Casa da Carvalha Dão tinto 2011 | Tomaz Rocha
Uma caldeirada à fragateira, fundo de congro e tomate a que se oferece variedade de peixes ditos menores e temos a alquimia marítima da cozinha portuguesa a funcionar. Tinto brilhante ao lado.

Marquês de Marialva Arinto Reserva branco 2015 | AC Cantanhede
O Arinto pode bem ser a melhor casta portuguesa. O enólogo Osvaldo Amado é quem o diz e é o autor desta pérola vínica nacional. Uma feijoada de sames de bacalhau fá-lo brilhar ainda mais.

Quinta da Lagoalva Arinto & Chardonnay Reserva branco 2016 | Lagoalva de Cima
Polvo à lagareiro e pratos afins – bacalhau, por exemplo – casam na perfeição com este vinho de boa cepa, pela untuosidade e necessidade de corte para equiibrar. Maravilha garantida.

Lybra Syrah tinto 2014 | Quinta do Monte d’Oiro
Pargo assado no forno com pimentos, cebola e azeite. É irresistível quando assessorado pelo vinho certo e este tinto tem a grande virtude de ser fresco e equilibrado. A 16ºC.

Catarina branco 2016 | Bacalhôa
Peixe grelhado na brasa. O vinho é campeão em flexibilidade e em força, tudo conseguindo sempre equilibrar à mesa. É em si mesmo um caso de estudo.

Olho de Mocho reserva branco 2016 | Herdade do Rocim
A sopa de cação com coentros é um dos mais inefáveis redutos da cozinha alentejana e come-se o ano inteiro, mesmo quando a canícula aperta. O vinho é de um recorte impressionante.



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