Já se pode escalar o arco da Ponte da Arrábida

É na marginal do Douro, da Rua do Ouro, mesmo em baixo da ponte projetada por Edgar Cardoso e um dos emblemas do Porto, que se entra para uma experiência única. Aquele que já foi o maior arco em betão armado do mundo é agora visitável.

Quando se alcança a parte mais alta do arco da Ponte da Arrábida a sensação é de tranquilidade. Mesmo o barulho dos automóveis que passam no tabuleiro uns metros acima não tem grande impacto sonoro. «Aqui até se podia dormir», brinca Pedro Pardinhas, que há três meses inaugurou o projeto Porto Bridge Climb, para os turistas, e não só, poderem «usufruir de forma diferente» de uma das obras de arquitetura e engenharia mais emblemáticas da cidade.

Projetada pelo engenheiro Edgar Cardoso (1913 – 2000), autor de importantes pontes (no Porto, além desta, concebeu a Ferroviária São João), a Ponte da Arrábida tinha, quando foi inaugurada, em 1963, o maior arco de betão armado do mundo.
O histórico arco pode agora ser percorrido através dos 262 degraus que levam o visitante até ao seu ponto mais alto, 75 metros acima do rio Douro.

Curiosamente, a ideia original de Pedro Pardinhas, quando decidiu que queria fazer algum projeto na Ponte da Arrábida, era pôr em funcionamento os elevadores que se encontram desactivados, em ambos os pilares. «Isso não foi possível, não tínhamos orçamento», explica, por isso decidiu-se por algo mais simples, aproveitando as escadas que já lá estavam (só funciona o lanço de escadas a leste).

A subida é feita com todas as condições de segurança. Antes da escalada, os visitantes vestem um arnês que se prende à corda linha de vida. Grupos, no máximo com 13 pessoas, subir calmamente enquanto se deslumbram com a paisagem. Não sendo, assim, uma experiência tão radical como parece à partida, não deixa de ser estimulante. As visitas são feitas durante a tarde, havendo 10 por dia. «As do final de tarde são as que têm mais pedidos», pois são as melhores para fotografar. Nas noites de lua cheia, a Porto Climb Bridge vai promover visitas noturnas. Para já, as visitas estão abertas a pessoas entre os 16 e os 79 anos, embora Pedro Pardinhas esteja a estudar formas de alargar a faixa etária.



CONTEÚDO PATROCINADO