Na Azenha do Tio Luís dorme-se com as estrelas de Vilar de Mouros

Azenha do Tio Luís (Fotografia de Rui Manuel Fonseca/GI)
Antiga azenha de António Barge, médico fundador do festival, foi recuperada e evoca, em cada um dos quartos, artistas que atuaram na aldeia. É a Azenha do Tio Luís.

Uma azenha com mais de 300 anos de existência e que chegou a ser propriedade de António Barge, o médico fundador do festival de Vilar de Mouros em 1971, é hoje uma unidade de Turismo Rural, habitada por boas memórias.

Chama-se Azenha do Tio Luís e cada um dos seus sete quartos (3 suites) evoca um nome relacionado com o mítico evento que ainda hoje é referido como o “Woodstock português”. Ao som do rio Coura, que saltita aos pés do antigo moinho de água, é possível adormecer a olhar [os retratos de] estrelas, que atuaram nos primeiros festivais. Elton John, U2, Joe Cocker, Bob Dylan, José Afonso, e Xutos & Pontapés, dão nome e inspiração aos aposentos, a maioria com vista para as águas cristalinas e borbulhantes que banham a também mítica ‘praia fluvial das azenhas’, mesmo ali ao lado. E uma das suítes é dedicada ao falecido “Dr. Barge”, entusiasta do pop e do rock em Vilar de Mouros e que nunca chegou a ver a sua antiga propriedade recuperada, mas que os novos proprietários quiseram homenagear.

Azenha do Tio Luís (Fotografia de Rui Manuel Fonseca/GI)

Azenha do Tio Luís (Fotografia de Rui Manuel Fonseca/GI)

Azenha do Tio Luís (Fotografia de Rui Manuel Fonseca/GI)

Azenha do Tio Luís (Fotografia de Rui Manuel Fonseca/GI)

 

“O meu marido conheceu a esposa dele. Ela marcou um dia para visitar a azenha e quando lá esteve, pediu-lhe que tomasse bem conta dela, porque esta era a menina dos olhos do Doutor António Barge. O meu marido ficou muito emocionado. E, portanto, é um gosto que temos, trabalhar de acordo com o pedido que foi feito”, conta Isabel Pires, a dona do alojamento inaugurado em 2017. A proprietária conta que quando foi comprada em 2004, a antiga azenha “estava completamente em ruína”. “No início não achei graça nenhuma, porque estava tudo muito abandonado e deteriorado. Na altura, não sabia o que estava a comprar. Aquilo só tinha arvoredo e terra. Metia impressão”, recorda. O processo de recuperação e adaptação a alojamento arrastou-se por 13 anos. Abriu como ‘Azenha do tio Luis’ em 2017. E hoje em dia, Isabel Pires confessa que já não passa sem a sua “segunda casa”, onde acolhe hóspedes e até lhes preparar o pequeno-almoço. “É tudo feito por mim. Compotas, bolos, croissants, tudo o que posso é caseiro. As pessoas gostam e ficam contentes com a maneira como são recebidas”, afirma.

 

Além dos mimos da proprietária, da estadia relaxante na paz da natureza de Vilar de Mouros, o alojamento ainda proporciona uma viagem no tempo. As suas paredes contam histórias com retratos antigos, a preto e branco, que testemunham outros tempos e funcionalidades da azenha. Entre as imagens recuperadas pelos novos proprietários, há uma do último moleiro da azenha, que se chamava Gregório.

A casa tem capacidade para 20 pessoas. As suítes podem alojar até quatro pessoas. E possui um extenso e bonito jardim, como vista para o rio. “A vista mais bonita é a do quarto dos Xutos & Pontapés”, nota a anfitriã.

Algo está a fazer com que o sistema não consiga mostrar a ficha ténica desejada. Pedimos desculpa pelo incómodo.




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