Um Riba(tejo) quase tropical a menos de uma hora de Lisboa

O tema de capa da primeira Evasões 360 – nas bancas com o Diário de Notícias este domingo, 8 de julho – é sobre uma comunidade piscatória quase desconhecida dos portugueses: os Avieiros do Tejo.

Vivem, sobretudo, na zona de Salvaterra de Magos, Cartaxo e Santarém. Um pedaço de rio em estado bruto, puro, onde há cavalos à solta, canais carregados de vegetação e ilhas repletas de pássaros. O roteiro de fim de semana perfeito, a menos de uma hora de Lisboa.

Eis alguns excertos da reportagem:

“O bispo-de-coroa-amarela esgueira-se da foto, mas não faltam um sem número de espécies a querer entrar no plano, milhafres, garças, corvos-marinhos, águias, falcões, garças-reais, garças-boeiras, garças-noturnas. Quem percebe de ornitologia sabe que este é “O Sítio”, pelo menos um dos melhores sítios no país para a observação de pásaros. Há mesmo uma ilha das garças”.

“À medida que o barco avança, lento, multiplicam-se as ilhotas e bancos de areia, mouchões, canais secundários carregados de vegetação, sabugueiros, juncos…”

“Pouco acima fica do Museu “Escaroupim e o Rio”, aberto em 2017, numa antiga escola. Eram habitações pintadas com cores primárias, em madeira, modestas, até porque parte da vida era feita nos barcos, nas bateiras, tantas vezes usadas como segunda casa. E cozinha e sala de estar e sala de partos. Dali via-se o fundo do rio, tão limpo, o céu e a luz. Tal como o primo também foi ali mesmo que Dona Cacilda chorou pela primeira vez. “A minha mãe queria que nascesse em casa da mãe dela, mas não deu. O meu pai remava, remava, mas eu tinha pressa de ver o Tejo”.

“Quem é, afinal, “esta” gente? Resultam de uma vaga migratória que, no final do século XIX, levou pescadores do norte e centro do país a trocar o Oceano pelo Tejo. Fartos do mau feitio do Atlântico e de uma frota que precisava cada vez de menos braços, desceram o mapa à pesca de sustento. Chegaram da Murtosa, Ílhavo, Ovar, Torreira ou Vieira de Leiria, mas foi esta quem lhes deu o nome, em grande parte graças ao escritor ribatejano Alves Redol. “Avieiros” é o título do seu romance publicado em 1942, em que retratava o dia-a-dia da comunidade. Apelidou-os também de “ciganos do rio”.

“Já passa da hora, está na hora de partir. José Gaspar, um dos organizadores da procissão, homem dos sete ofícios, um deles speaker e técnico som, agradece a forma como a aldeia os recebeu, elogia as cores e lindeza da paisagem e deixa a música correr – a Santa a entrar na água ao som da Canção do Mar, Povo que Lavas no Rio e Oh Laurindinha, palavras para quê?”

Leia a reportagem completa na revista Evasões 360, este domingo, 8 de julho, grátis com o Diário de Notícias. Nas bancas, depois, à venda separadamente.

Conheça aqui melhor a nova revista Evasões 360:

Evasões 360: a nova revista de viagens do Diário de Notícias