Rua do Porto é a nova protagonista do “bairro das artes”

É perpendicular à Miguel Bombarda, mas sempre viveu na sua sombra. A Rua do Rosário é, hoje, uma artéria com vida própria, da comida saudável à arte urbana, do design às lojas que são também galerias de arte.

Ao fundo da Rua de Miguel Bombarda, há uma artéria que atravessa o coração do famoso quarteirão das artes de Cedofeita. Trata-se de uma rua mais discreta e escondida, mas cuja dinâmica tem vindo a acelerar ao longo dos últimos anos.

Deve o seu nome a Domingos de Almeida, negociante e tio do escritor portuense Almeida Garrett. O proprietário e morador dos terrenos onde se integrava o atual arruamento, religioso e especialmente devoto de Nossa Senhora do Rosário, resolveu batizar a rua com o nome da santa, tendo inclusive chegado a alterar o seu próprio nome para Domingos do Rosário de Almeida.

Na esquina com a Rua Dom Manuel II, que dá para o Jardim do Carregal e o Hospital de Santo António, há um edifício antigo que guarda uma importante memória da História de Portugal. Ali ficava o luxuoso Hotel do Louvre, onde D. Pedro II do Brasil, filho de D. Pedro IV, ficou alojado durante oito dias, aquando da sua visita ao Porto, em 1872.

Nas últimas décadas, o bairro de Bombarda, popularmente conhecido por «Bairro das Artes», tornou-se um ponto de convergência de artistas das várias áreas. E, se anteriormente, a rua principal concentrava a maioria das galerias e ateliês, hoje a Rua do Rosário é uma forte concorrente, preenchida de uma ponta a outra com espaços para comer saudável, comprar peças exclusivas ou ver uma exposição num lugar que é também um espaço de cowork.

 

 

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