Lisboa: 6 esplanadas no jardim

Esplanadar não é um verbo, mas pode ser forma de vida. Eis uma lista de esplanadas na cidade de Lisboa que ficam em jardins.

1. Parque Eduardo VII
Até ao próximo dia 13 de junho, a Feira do Livro de Lisboa dominará a paisagem do Parque Eduardo VII, há mesmo algumas barraquinhas de comes e bebes com esplanada onde é possível saciar a fome e pôr a conversa em dia. Mas existe um quiosque que continuará ali quando os livros se forem embora: o Central Parque Quiosque. Dois espaços, na verdade (abertos todos os dias, das 09h00 às 20h00) situados entre a Estufa Fria e os campos de ténis do Clube VII. Sumos naturais, pizas, saladas, a oferta é variada e o ambiente de absoluta tranquilidade.
Mais reservado e poético não há.
Do outro lado do parque há um restaurante com esplanada, o Terraço do Marquês, em cima do edifício do Metro, junto à Avenida Fontes Pereira de Melo. Não será tão reservado, é certo, mas não deixa de ser uma espécie de refúgio. Haverá capital europeia com tantos segredos mal guardados? .

2. Jardim do Torel.
Mais verde para aproveitar o calor O inconfundível Jardim Guerra Junqueiro (que é como quem diz Jardim da Estrela), o Jardim do Torel, junto ao Elevador do Lavra, o romântico Jardim do Príncipe Real, o Jardim do Palácio Galveias, no Campo Pequeno, ou o Jardim Botto Machado, na Graça, onde às terças-feiras e aos sábados se realiza a Feira da Ladra, todos estes são jardins com esplanada onde vale a pena perder as tardes.
Ganhar os dias. Não é uma lista definitiva, até porque Lisboa tem muito mais jardins e esplanadas do que colinas, apenas uma boa desculpa para sair de casa.

3. Jardim Amália 
Assim que aparecem os primeiros raios de sol é ver os turistas (e não só) deitados na relva deste jardim criado em honra da maior fadista portuguesa.
Existe mesmo uma Promenade Amália Rodrigues, com vista panorâmica para Parque Eduardo VII, o Marquês de Pombal, o rio Tejo. Uma obra de Gonçalo Ribeiro Telles, arquiteto paisagista reponsável por alguns dos mais carismáticos espaços verdes da cidade.
É lá que se situa o exclusivo restaurante Eleven, mas também a mais acessível esplanada Linha de Água, situada de peito aberto para um… espelho d’água. É mais do que uma simples esplanada.
É um café/restaurante onde tanto se pode comer o prato do dia como tostas ou wraps, beber sumos naturais, chás gelados ou uma cerveja.
Está aberto diariamente das 10h00 às 02h00. Para os amantes da corrida há um corredor verde que liga o jardim a Monsanto, o pulmão da cidade.

4. Jardim da Cerca da Graça 
Abriu já cerca de um ano, com pompa e circunstância, mas ainda é uma espécie de jardim bebé. Apesar da sua dimensão, é o maior espaço verde de acesso público da zona histórica, com 1,7 hectares. Tem um relvado central, três miradouros, um parque de merendas forrado a laranjeiras, parque infantil e, é claro, um quiosque com esplanada. Quiosque Popular (aberto das 10h00 às 22h00) gerido pela Cozinha Popular da Mouraria. Uma associação/ restaurante situada a poucos metros de distância e que tem ajudado a dinamizar esta zona nem sempre bem tratada (e afamada) da cidade. Há tostas, sopas da horta, bolos caseiros e outros mimos feitos por gente que sabe. E há também o enquadramento e a vista: o quartel e o Convento da Graça «às costas», a Mouraria à frente e o Castelo de São Jorge no topo.

5. Jardim de São Pedro de Alcântara 
É um jardim, um miradouro, para muitos uma das melhores vistas panorâmicas de Lisboa. Fica junto ao Bairro Alto, o epicentro da boémia, mas basta olhar em frente para ver outro mundo: a colina do castelo, Alfama, o Martim Moniz, a Mouraria, a Baixa Pombalina, até o Tejo. Há um painel de azulejos, em forma de mapa datado de 1952, que ajuda a orientar e situar o horizonte. Quem quiser ver tudo mais ao perto tem também um binóculo gigante à diposição. É claro que um sítio como este não poderia deixar de ter um Quiosque com esplanada, onde não faltam algumas cadeiras de pano/espreguiçadeiras para que o conforto seja total. Está aberto diariamente até às duas da manhã. A partir das 18h00, a cerveja é sempre mais barata. No «piso» inferior, há outro quiosque, ainda mais recatado. A vida continua a ser única.

6. Jardim das Amoreiras 
O nome oficial é Jardim Marcelino Mesquita, mas toda a gente o conhece por Jardim das Amoreiras, apesar de ficar a dois passos do Largo do Rato. Preciosismos à parte, não há dúvidas de que se trata de um dos clássicos da cidade.
E dos mais antigos, inaugurado pelo Marquês de Pombal em 1759. Um local de sombras e bancos de jardim (não confundir com local sombrio), que continua a ter muitas árvores centenárias, entre elas tílias ou ginkgos. Quem não se quiser sentar nos bancos tem a espalanada do Quiosque das Amoreiras, aberta diariamente das 09h00 às 21h00 – nas noites de sexta e sábado prolongam-se até à meia-noite. Ideal para ler, conversar, beber um refresco ou um copo de vinho. Sempre sob a proteção dos arcos do Aqueduto das Águas Livres. A Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, dedicada à obra dos dois artistas, está mesmo ali ao lado.



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