Hotel Infante Sagres reabre em abril maior e com um Vogue Café

Quem passa pela Praça Filipa de Lencastre, no Porto, não consegue ver a porta de entrada do Hotel Infante de Sagres. A azáfama que se ouve e a instalação de andaimes que cobre a fachada não enganam. O emblemático hotel está em obras, e não são poucas.

Desde que comprou o edifício em 2016, o grupo The Fladgate Partnership, dono de várias casa de Vinho do Porto e detentor do The Yeatman, em Gaia, tem vindo a planear o restauro do hotel. O objetivo é trazer o Hotel Infante de Sagres aos tempos áureos da sua abertura, nos anos 50.

Os pormenores que adornam o interior deixam transparecer o luxo e a sofisticação de que o hotel é reconhecido. Já recebeu artistas e membros da realeza, e Adrian Bridge, diretor geral do grupo, atreve-se até a comparar: «Londres tem o Savoy. O Porto tem o Infante de Sagres».

A compra do edifício contíguo ao hotel, na Rua da Fábrica, vai permitir ampliar o espaço, e aumentar o número de quartos para 82, dos quais 10 serão suítes. Os preços vão dos 270 aos 400 euros por noite, e a reabertura do hotel está prevista para abril de 2018.

A requalificação vai contar ainda com o melhoramento da zona operacional, a criação de um novo bar, o Vogue Café – que já existe em cidades como Berlim, Kiev, Moscovo, Doha e Dubai – e um restaurante, ainda sem nome anunciado, que ficará ao encargo do chef Ricardo Costa, chef executivo do The Yeatman.

O projeto de restauro é da autoria do arquiteto portuense António Teixeira Lopes, aluno do autor original do edifício, o mestre Rogério Azevedo. A intenção é de preservar ao máximo a identidade do hotel, e em apenas um mês de obras, os novos proprietários já descobriram alguns traços originais que não sabiam existir.