Dormir entre arquitetura e design arrojados no Covelo, um alojamento em Amarante

Os quartos do Covelo exibem portas num verde vivo e uma mistura equilibrada entre móveis restaurados e outros desenhados de propósito para ali. (Fotografia de Artur Machado/Global Imagens)
Na rua mais antiga da cidade nasceu o alojamento Covelo - The Original Rooms and Suites, sem medo de brincar com formas e cores, e lançando pontes para o passado. O pequeno-almoço é servido na histórica confeitaria Lailai.

João Baptista e Laura Pinto já se ocupavam da gestão de alojamentos locais em Amarante quando decidiram criar o seu próprio projeto. Covelo – The Original Rooms and Suites foi o nome escolhido, ou não estivesse localizado na Rua 31 de Janeiro, a mais antiga da cidade, conhecida, pelos habitantes mais velhos, como Rua do Covelo. Ao todo, são sete quartos, distribuídos por um edifício de quatro andares recuperado com o toque do portuense Fala Atelier.

“Decidimos arrojar na arquitetura e no design”, que é o mesmo que dizer brincar com as formas, investir em pormenores menos usuais, recorda João. As paredes arredondadas são exemplo, assim como o corrimão ondulante das escadas (não existe elevador) e a conjugação de mármores, espelhos e outros materiais, de diversas cores, que formam padrões.

A sala de estar (que também funciona como receção) tem lareira, mesas, sofás e plantas, bem como pinturas e uma máquina de escrever do avô de João, Nuno Baptista. (Fotografia de Artur Machado/Global Imagens)

Sala de estar. (Fotografia de Artur Machado/Global Imagens)

Os quartos são todos diferentes, alguns deles com varanda. Exibem portas num verde vivo e uma mistura equilibrada entre móveis restaurados e outros desenhados de propósito para ali. Há café, chá e água como cortesia, chaleiras Smeg, champô e outros produtos para o corpo da marca portuguesa Castelbel e livros que os hóspedes, espontaneamente, se puseram a trocar: levam uns e deixam outros. Vão aparecendo exemplares noutras línguas e já houve quem devolvesse determinado título mais tarde, depois de o ter lido.

O Covelo tem sete quartos e são todos diferentes. (Fotografia de Artur Machado/Global Imagens)

Alguns dos quartos beneficiam de varanda. (Fotografia de Artur Machado/Global Imagens)

Comum a todo o edifício é o pilar central que corresponde a uma chaminé. A sala de estar (que também funciona como receção) tem lareira, mesas, sofás e plantas, bem como pinturas e uma máquina de escrever do avô de João, Nuno Baptista. A aposta nos detalhes estende-se ao serviço, garante o responsável pela casa: “Tentamos personalizar a experiência. Para nós, o hóspede é hóspede ainda antes de entrar pela porta”. De antemão, fica a saber onde estacionar nas imediações, e quando chega recebe uma espécie de guia da cidade, com sugestões de restaurantes, tascas e outros sítios a visitar ali e à volta – das serras do Marão e da Aboboreira à Ecopista do Tâmega, passando pelos monumentos da Rota do Românico.

O alojamento nasceu, há dois anos, num prédio do centro histórico que pertencia à família de João e costumava dar guarida a trabalhadores das redondezas, num tempo em que as viagens eram demoradas. Essas pessoas estavam empregadas no restaurante Zé da Calçada e na Confeitaria Lailai, mesmo em frente, sendo que esta última, fundada pela sua bisavó, continua em mãos familiares – o pequeno-almoço é servido lá, e os dias mais quentes convidam a apreciar o menu na varanda sobre o Tâmega.

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