Sal sem mar à vista para caminhar na zona de Rio Maior

Sal sem mar à vista na zona de Rio Maior
Estas salinas naturais têm origem numa extensa e profunda mina de sal-gema. (Fotografia de Leonardo Negrão/GI)
Um pequeno percurso pedestre, que dá a conhecer o singular fenómeno geológico das salinas de Rio Maior.

No sopé da Serra de Candeeiros, 100 metros acima do nível do mar e a mais de 30 quilómetros da costa, as Marinhas de Sal de Rio Maior são um dos símbolos do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros. Em funcionamento desde 1177, quando o terreno foi adquirido pela Ordem dos Templários, estas salinas naturais, únicas em Portugal, têm origem numa extensa e profunda mina de sal-gema, atravessada por uma corrente subterrânea que alimenta um poço de onde se extrai a água, «sete vezes mais salgada que a do Oceano Atlântico», tal como é explicado aos visitantes na placa informativa onde o passeio tem início.

O complexo é rodeado por um pitoresco casario, composto por pequenas cabanas em madeira – incluindo os ferrolhos – assim construídas para evitar a corrosão provocada pelo sal e que servem para armazenar o valioso tesouro. Para além de dar a conhecer as salinas, este percurso pedestre, circular e de baixa dificuldade, percorre também os campos agrícolas circundantes, através dos pomares e vinhas entremeados de pinhais, até à povoação da Fonte da Bica, de onde se pode usufruir de uma vista panorâmica sobre o vale.

Numa das encostas da Serra dos Candeeiros, a aldeia de Alcobertas, em Rio Maior, transformou-se, nos últimos anos, num local de visita obrigatória, devido ao trabalho da Cooperativa Terra Chã, uma associação local que alia o turismo com a cultura, a produção agrícola e o ambiente. Entre as várias atividades, como escalada, visitas às grutas ou BTT, destaca-se o programa «Pastores por um Dia», no qual os visitantes acompanham o trabalho do pastor na serra, apenas munidos de uma sacola com o almoço.

 

AGENDA

Um jardim e os seus azulejos: o jardim do Palácio Fronteira – Lisboa
8 de julho
Um passeio temático pelos Jardins do Palácio Fronteira, conduzido pela historiadora Ana Paula Rebelo Correia, que irá dar a conhecer os azulejos do Palácio Fronteira, cuja cerâmica do século XVII se mantém intacta até hoje. O ponto de encontro será na entrada da loja do Palácio Fronteira, no Largo de São Domingos de Benfica.
www.agendalx.pt

À descoberta das Praias Selvagens – Baleeira, Sesimbra
13 de julho
Este caminhada, incluído num ciclo que pretende dar a descobrir algumas das mais selvagens e inacessíveis praias da nossa costa, tem como objetivo a praia da Baleeira, uma estreita enseada, rodeada de imponentes escarpas, situada no concelho de Sesimbra. O ponto de partida do percurso, com cerca de 10 km, será junto o Santuário do Cabo Espichel, de onde se prosseguirá até à Azóia e daí até à praia.
greentrekker.pt

Corrida Portucale – Gaia
16 de julho
Tendo como ponto de partida o Cais de Gaia e a travessia da Ponte D. Luís I, esta corrida de 15 km irá percorrer as seis pontes que unem as cidades de Vila Nova de Gaia e do Porto, permitindo admirar a bela paisagem ribeirinha junto ao Rio Douro, terminando na marginal de Gaia, com meta na Avenida Ramos Pinto. Em paralelo com a prova principal, haverá também uma caminhada de 5 km e uma prova para os atletas mais pequenos, dos 6 aos 10 anos, com um distância de 500 metros
corridaportucale.pt



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