O bordado da Madeira é para ser usado, como já mostrou a Chanel

As bordadeiras são pagas em função do número e do tipo de pontos. Fotografia: Maria João Gala /Global Imagens
A Bordal, fundada em 1962, é dos principais fabricantes e exportadores do bordado da Madeira, sendo especializada nos segmentos de mesa, cama e bebé, com recurso a materiais como algodão, linho ou organza. Do Funchal vende para todo o Mundo, do Brasil à Austrália, e já trabalhou com designers e casas de moda de topo, como a Chanel.

A loja da Bordal vende toalhas e colchas, mas também blusas de senhora e roupa de bebé.
Fotografia: Maria João Gala /Global Imagens

A fábrica da Bordal continua no edifício de sempre, que também tem loja. Toalhas, lençóis, blusas, roupa de batizado e vestidos de primeira comunhão, vinho e produtos regionais são alguns dos artigos à venda, mas o que tem mais saída é mesmo o vestuário para bebé. Os preços começam em 3 euros (uma base de copo), podendo escalar até 3600 euros (uma toalha que demora um ano a fazer e 12 guardanapos).

“Isto é para ser usado, senão as nódoas do tempo e a humidade entranham-se”, e essas são mais difíceis de tirar do que as nódoas de gordura, alerta Márcia Gomes, numa das visitas gratuitas à fábrica, com término na loja. Há ainda workshops de bordado da Madeira, à quinta-feira, por 25 euros, nos quais são ensinados alguns pontos.

As bordadeiras recebem em função do número de pontos que fazem, e cada um tem o seu preço. Por exemplo, uma toalha com 1,80 por 2,70 metros pode custar entre 1000 e 3600 euros, dependendo do tipo de pontos.

Na fábrica, situada no mesmo edifício, há objetos de outros tempos, que contam a história da Bordal.
Fotografia: Maria João Gala /Global Imagens

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