Egito revisitado em espetáculo imersivo no Porto

Misterioso Egito, na Immersivus Gallery (Alfândega do Porto). (Fotografia de André Rolo/GI)
Depois de percorrer a vida de artistas como Klimt, Monet, Van Gogh e, mais recentemente, Frida Kahlo, o atelier OCubo recua vários milénios para dar a conhecer os principais momentos do “Misterioso Egito”, na Alfândega do Porto.

Logo à entrada da antecâmara da Immersivus Gallery, onde se apresenta o espetáculo “Misterioso Egito”, encontra-se uma réplica, em ponto pequeno, da máscara funerária de Tutankhamon. Cedida pela Embaixada do Egito em Lisboa, esta dá o mote para o que se vai assistir a seguir. É que um dos motivos que levou o ateliê OCubo a preparar um espetáculo dedicado à civilização do Antigo Egito é a celebração do centenário – este mês de novembro – da descoberta do túmulo deste faraó pelo arqueólogo britânico Howard Carter.

Assim, conta Edoardo Canessa, produtor executivo do ateliê, o trabalho foi feito juntamente com a Embaixada. “Fizemos um primeiro esboço do que achávamos que devíamos contar, do que seria mais interessante para o público e, obviamente, o que seria mais eficaz através da nossa linguagem digital e audiovisual”, diz.

Misterioso Egito. (Fotografia de André Rolo/GI)

A Embaixada reviu o guião com os criadores e assim começou a formar-se o espetáculo que agora chega à Alfândega do Porto – depois de ter cumprido uma temporada na capital. A viagem, onde se condensam mais de três milénios de história, é narrada pelo ator Ricardo Carriço. Durante 30 minutos, referem-se vários momentos da história daquela civilização, bem como alguns episódios mais recentes que ajudam a decifrá-la, como, por exemplo, a descoberta da Pedra de Roseta, que permitiu decifrar os hieróglifos do referido túmulo, ou de como o trabalho do artista escocês David Roberts, no século XIX, estimulou a imaginação dos ocidentais com os seus desenhos do Egito.

Momentos e personalidades importantes da história, como a construção do complexo das Pirâmides em Gizé, a vida do faraó Ramsés II, das rainhas Nefertiti e Cleópatra (a última soberana do Antigo Egito) fazem também parte desta viagem pelas margens do Nilo.

O QUE FAZER ANTES DO ESPETÁCULO

Tutankhamon
A máscara funerária de Tutankhamon (1341 a.C – 1323 a.C.) que se encontra em exibição antes de se entrar para a galeria imersiva foi cedida pela Embaixada do Egito. O túmulo deste faraó, no Vale dos Reis, foi encontrado em 1922 pela equipa de arqueólogos de Howard Carter. Como estava intacto, permitiu um estudo aprofundado que ajudou a compreender melhor a época da XVIII dinastia.

Pintar o faraó
Antes de o espetáculo começar, os mais novos – e não só – têm disponível um desenho da máscara de Tutankhamon e material com que podem pintar a imagem. Se o puserem dentro da pirâmide, o desenho é projetado numa tela, para todos verem.

Desenhos de areia
Caminhando para a entrada onde o espetáculo imersivo se vai desenrolar, passa-se por uma câmara interativa que transforma os transeuntes em desenhos de areia. Remetendo desta forma para o deserto egípcio.

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