Aprender a andar cavalo no Mondego

(Fotografia de Maria João Gala/GI)
Daniela Hesshaimer vive no Centro de Portugal com a família e os cavalos - Ávila, Solero, Lucero e Trovão. Numa quinta banhada pelo rio, dá aulas de equitação, promovendo o contacto com os animais. Uma terapia para a alma.

Solero é o mais brincalhão. Lucero é o chefe, calmo e com jeito para crianças. Ávila é uma égua com um passado de maus- -tratos, resgatada em 2018, e que também adora a pequenada. Trovão é o mais social. Foi o último a juntar-se à família, há dois anos, quando Daniela Hesshaimer trocou Erding, na Alemanha, por Póvoa de Midões, no Centro de Portugal.
Na Quinta da Malhadoura, numa encosta entre a floresta e um Mondego de margens verdes, criou uma espécie de santuário a que chamou Encontro no Rio. “Encontro com a natureza, com nós próprios e com os animais”, desfia Daniela.

Com a ajuda da filha Lisa, dá aulas de equitação individuais e passeios guiados a cavalo, pelo prado na margem do rio, ou pela floresta. Mesmo quem não queira montar, mas apenas ter um contacto com os cavalos, é bem-vindo. A única ressalva é o limite de peso, de 70 a 75 quilos, para quem quiser subir ao cavalo. “No início não adquirimos os cavalos com esta intenção, não procurámos animais que pudessem carregar muito peso.”

Desde criança que Daniela nutre enorme paixão pelos cavalos. “Com dez, 11 anos fui trabalhar para um estábulo para ter aulas de equitação.” Durante anos treinou jovens cavalos e cavaleiros, depois foi mãe trabalhou num jardim de infância. Aqui, diz, pode juntar os dois mundos, dando aulas de equitação a crianças. Ávila e Lucero são normalmente os eleitos para estas sessões. Primeiro, os pequenos escovam-nos e preparam-nos para montar, e no final podem dar-lhes um doce (maçã ou pera). “Os cavalos gostam de brincar, são muito inteligentes e adoram de ser estimulados. E é muito importante que as crianças saibam ler o cavalo, o que ele precisa, o que lhe podem dar. Se elas se estão a divertir e o cavalo também, a diversão é ainda maior”, defende Daniela. “Trabalhar com cavalos é bom para o corpo e para a mente. Às vezes é como uma terapia para mim.”

Este verão, a família recuperou três casas na propriedade para acolher os visitantes que queiram prolongar a passagem por este pequeno paraíso à beira-rio.

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