Aos 30 anos, o Centro Cultural de Belém renova-se

Museu de Arte Contemporânea MAC/CCB (Fotografia de Gerardo Santos/GI)
Da pintura à escultura, desenho e instalação, o recém-inaugurado Museu de Arte Contemporânea MAC/CCB traz novas razões para ir a Belém. A tempo de cantar os parabéns ao Centro Cultural de Belém.

No ano em que sopra 30 velas, o Centro Cultural de Belém ganha novo fôlego e revitaliza a oferta com a chegada do Museu de Arte Contemporânea MAC/CCB, inaugurado a 27 de outubro para dar vida ao espaço onde funcionou o Museu Coleção Berardo. São 9 mil metros quadrados onde se dá palco à pintura, escultura, instalação ou desenho, ao longo de quatro coleções – duas permanentes e duas temporárias (até 10 de março).

“Este novo museu é um ponto de partida para uma fase em que o CCB retorna à sua vocação inicial, a de potenciar a vida de todo o seu espaço […] com todas as valências, nas artes visuais e performativas”, afirmou na inauguração Elísio Summavielle, que presidiu ao CCB nos últimos sete anos, falando ainda numa “programação que contemple todos esses setores da vida cultural”.

“Atravessar uma ponte em chamas” é a exposição temporária da belga Berlinde de Bruyckere, que aborda a nossa relação com o outro e o mundo, através de temas como morte, redenção, sexo, dor e memória. Outra temporária é “Ou o desenho contínuo”, um conjunto de desenhos da Coleção Teixeira de Freitas que retratam assuntos como a arquitetura, o quotidiano, a representação do corpo ou a intervenção política.

“Objeto, corpo e espaço” é a mostra permanente que coloca em revista géneros artísticos desde a década de 1960, com obras nacionais e internacionais em depósito no CBB da Coleção Berardo e Coleção Ellipse, juntando-se outras da Coleção Teixeira de Freitas e da Coleção de Arte Contemporânea do Estado. A arte minimal, o monocromatismo, a arte de ação, o passado colonial e a componente física e espiritual da condição humana são movimentos e temas aqui representados.

Já no piso 2, está fixa a “Coleção Berardo: do primeiro modernismo às novas vanguardas do século XX”, com núcleos dedicados a movimentos como o cubismo, dadaísmo, surrealismo, informalismo, expressionismo abstrato e pop art. Inclui criações de nomes como Pablo Picasso, Marcel Duchamp, Piet Mondrian, Salvador Dalí, Amadeo de Souza-Cardoso e Andy Warhol.

# Um jardim tropical e centenário
É o pulmão verde de referência na zona monumental de Belém, classificado como Monumento Nacional há década e meia. O centenário Jardim Botânico Tropical de Lisboa foi criado em 1906 e soma uma área de sete hectares. Seja pelo parque ou nas estufas, aqui caminha-se junto a cerca de 600 espécies de árvores e plantas (figueiras, palmeiras, dragoeiros, lauráceas e araucárias, só para mencionar algumas), a maioria de origem tropical ou subtropical. Entrada pelo Largo dos Jerónimos, das 10 às 17 horas, todos os dias. Preço: 5 euros. Grátis ao domingo.

(Fotografia de Reinaldo Rodrigues/GI)

# Um clássico do marisco
Não faltam boas mesas em Belém, casos do Feitoria, O Frade, Taberna dos Ferreiros, Adega de Belém e Este Oeste, só para mencionar alguns. Outro exemplo é a Real Nunes Marisqueira, um clássico do bairro e da cidade no universo dos mariscos, com mais de duas décadas. O spaghettoni de lavagante, a tempura de gamba branca algarvia, a salada russa de toro com caviar e as costeletas de borrego são alguns dos pratos, aos quais se juntam os petiscos ao balcão – pregos, ostras, etc. Entrada pela Rua de Bartolomeu Dias, 172. Das 12 às 24 horas, exceto segunda. Preço médio: 35 euros.

# Setenta anos de gelados
No pico do verão de 2015, a Santini abria o sétimo espaço junto ao Museu dos Coches. A afamada geladaria, que soma mais de sete décadas de vida, apoiadas nos processos manuais e no uso de fruta fresca e sazonal, tem uma variedade de sabores nos gelados e sorvetes, dos clássicos aos que vão reforçando a oferta: chocolate, avelã, manga, morango, caramelo, coco, noz, tangerina ou framboesa, por exemplo. Entrada pela Praça de Afonso de Albuquerque. Aberta todos os dias, das 12 às 23 horas.

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