Na mercearia Filho da Terra, em Matosinhos, há produtos a granel e biológicos

A mercearia Filho da Terra é recheada de frescos e secos a granel, quase todos portugueses e biológicos. (Fotografia: Igor Martins/GI)
Instalada numa área residencial, na zona da Pedra Verde, em S. Mamede de Infesta, a mercearia Filho da Terra é recheada de frescos e secos a granel, quase todos portugueses e biológicos.

Mais do que um negócio, a mercearia Filho da Terra é a atual missão de vida de Carlos Miguel Silva, que ali pretende motivar os clientes para o consumo a granel e ajudá-los a “desconstruir a perceção de que os produtos biológicos são mais caros do que os convencionais”.

“Ao longo dos anos sempre tive uma educação alimentar diferenciada por estar ligado ao desporto”, conta o profissional em Comunicação e antigo jogador de andebol e triatlo, que decidiu juntar tudo o que aprendeu ao longo da vida e partilhá-lo em finais de 2019. O início da pandemia obrigou-o a fechar a mercearia durante uns meses, mas a primavera de 2020 fez voltar a desabrochar o negócio, que reúne um extenso leque de produtos, sobretudo portugueses.

 

Logo à entrada impressiona a quantidade de frascos de vidro alinhados nas prateleiras em madeira, que acomodam flocos de cereais, granola, infusões, chás, biscoitos, bolachas, crackers, farinhas, feijão e grão, quinoa, e frutos secos. Ao centro, no topo dos galinheiros – ali usados como armários -, arrumam-se as especiarias, como os fragrantes cominhos e a paprika fumada. Dentro de cestos, ao fundo da loja, estão aconchegados os frescos que chegam vindos de Vila Nova de Famalicão, do Marco de Canaveses, de Amarante e de Tomar. A oferta, que se vai adaptando à sazonalidade, incluía, à data da visita, cebola, alho, nabo, cenoura, batata, couve, chuchu, beterraba, beringela, e fruta, como laranja, tangerina, pêra e maçã. A ideia é que o cliente se sinta confortável para levar apenas o que precisar, explica Carlos, dando como exemplo o ato de comprar apenas um ovo ou um grama de especiarias.

Filho da Terra (Fotografia: Igor Martins/GI)

 

Nos frigoríficos encontram-se ainda alimentos de base vegetal, como tofu e seitan, mas também alheiras da Agramonte, croquetes e rissóis da Green Cook, alternativa ao queijo da Nafsika’s Garden, e hambúrgueres e almôndegas da Moving Mountains. Mesmo ao lado, espreita a cevada e o café, este último torrado a lenha e moído na hora.

Há ainda espaço para chocolates, azeite e azeitonas, marmelada, compotas, mel, geleia real e kombucha, assim como para detergentes a granel da Ecox, naquele que é, de resto, um “espaço agregador de pessoas e projetos”, cujo nome remete para o seu mentor, nascido em São Mamede, e carrega um certo simbolismo, visível na Árvore da Vida do logótipo, onde se pretende “fazer uma ligação à terra, enquanto Planeta Terra”.

Proximidade
O proprietário pretende aproximar os clientes dos fornecedores, criando uma dinâmica permanente de sessões de esclarecimentos, degustações e workshops.

Algo está a fazer com que o sistema não consiga mostrar a ficha ténica desejada. Pedimos desculpa pelo incómodo.




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