O vinho mais caro do mundo é nosso vizinho

Uma garrafa de AurumRed, produzido em Espanha, na região de Cuenca, e considerado o vinho mais caro do mundo custa 25 mil euros. Alguém com o salário mínimo demoraria... quatro anos até conseguir comprá-lo.

Não é para quem quer, é para quem pode. É literalmente isto que se sucede com o vinho mais caro do mundo, que foi recentemente alvo de um artigo no jornal diário El País. O AurumRed é produzido desde 2009 na região espanhola de Cuenca, mais precisamente em Las Pedroñeras e chega ao mercado de forma muito exclusiva: com apenas 150 garrafas a serem colocadas à venda por ano.

Um vinho de tal forma valorizado que cada garrafa – é melhor sentar-se -, custa qualquer coisa como 25 mil euros, segundo adianta a mesma publicação. Para ter uma ideia mais clara, alguém que ganhe atualmente o ordenado mínimo em Portugal precisaria de trabalhar quatro anos para poder comprar este AurumRed.

O proprietário, Hilario García, um espanhol que trabalhou vários anos na assessoria de imprensa até se dedicar aos negócios do vinho, explicou ao El País que o segredo para a qualidade do seu produto está no uso de técnicas de ozono. «Percebi que podia aplicar esta técnica, a mesma que se usa no tratamento de doenças ou aplicações veterinárias, em vinhas ou plantação, de forma a controlar as pragas», frisa.

O mesmo empresário explica que o preço deste vinho, que é produzido a partir de 250 videiras centenárias das castas Cencibel, Cabernet Sauvignon e Sauvignon Blanc, tem este preço por imposição do próprio mercado vinículo. «É o mercado que decide o preço», refere García. Nos EUA, por exemplo, a série Gold deste vinho está à venda por 45 mil dólares [38 mil euros] por garrafa.

 

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