Douro: A nova cara do Vintage House Hotel

Ao chegar ao Pinhão,no final da estrada de fama mundial – a EN222 – pela sua impressionante vista do rio Douro, lá está o Vintage House e parece que nada mudou. Mas quase tudo mudou dentro do icónico hotel.

Foi uma remodelação em tempo recorde. Em apenas dez semanas, obras gerais trouxeram o Vintage Hotel, no Pinhão, para os dias de hoje, não só na oferta de alojamento e  usufruto dos seus espaços, mas também no conceito. A ideia, segundo explicou Adrien Bridge, o diretor-geral do grupoThe Fladgate Partnership, ao qual pertence a unidade, é torná-la – e ao Pinhão «o centro turístico do Douro».

Proprietário das casas de vinho Taylor´s, Croft, Fonseca e Krohn, o grupo consegue, só com as duas quintas de enoturismo que tem na região, uma delas mesmo ao lado do hotel, ampliar facilmente a estadia para uma experiência mais intensa de Dourosem que seja necessário percorrer grandes distâncias.

O antigo hotel rústico, inaugurado em 1998, já tnioha sido da Fladgate que o voltou a adquirir. A unidade acusava  já a passagem do tempo está agora muito mais elegante, confortável e com mais quartos de luxo. E mais funcionalidade. A fachada virada ao rio, mesmo ao lado da ponte, está agora ao serviço do jardim, que foi todo intervencionado, de forma a ser um grande espaço para se estar, com muitas árvores e sombras.

A entrada para a receção faz-se agora pela lateral do edifício. Assim, quem chega pela mítica estrada entre a Régua e o Pinhão, pode entrar quase logo nessa receção que também é um lounge, com paredes pintadas de azul forte, grandes janelas a deixar entrar luz e o curva do rio, e ainda algumas amostras da arte tanoeira do Douro. As mesas do lounge foram feitas pelos tanoeiros da casa, a lembrar pipas.

Lá dentro, foram alteradas paredes e sacrificadas antigas salas para se aumentar o número de quartos de 43 para 47, entre eles quatro novas master suites, todas com vista privilegiada para o rio. A decoração dos quartos foi também alvo deste “refrescamento” geral, com um cuidado de criar harmonia de cores suaves com outras mais fortes, e gerando algumas surpresas como casas de banho panorâmicas. A rusticidade base foi mantida, porque, como sublinha Adrien Bridge, a intenção é que o Vintage House seja «um hotel rural, porém sofisticado».

Cá fora, o jardim é um convite a esquecer as horas, com mesas ao dispor dos hóspedes em vários locais, até à varanda sobre a piscina. O restaurante do hotel, chamado Rabelo, é outra aposta deste novo paradigma, tendo ganho novo pessoal (oriundo do The Yeatman em Vila Nova de Gaia), e uma carta que assenta em pratos que casam a cozinha regional a «novas experiências gastronómicas». Na sala, há muitos móveis antigos em sólida madeira trabalhada para apreciar, mas eles também se encontram um pouco por todo o hotel, marcando a sua origem numa casa senhorial do século XIX.

Depois desta remodelação, o Vintage House será alvo de um projeto mais amplo, que terá efeito no espaço público do Pinhão – os terrenos ao lado foram comprados pelo grupo Fladgate, que pretende ali criar estacionamento e um jardim públicos, uma nova piscina, um spa e um museu dedicado ao vinho.