Sétimo aniversário do Loco junta Portugal e Brasil num jantar

O chef brasileiro Alex Atala vai estar no Loco, para um jantar a quatro mãos. (Fotografia de Marcus Steinmeyer)
Depois de Henrique Sá Pessoa e Poul Andrias Ziska, a 29 de março, Alexandre Silva convida o brasileiro Alex Atala para um jantar a quatro mãos no restaurante lisboeta Loco.

Para celebrar os sete anos do Loco, estão a ser organizados jantares com convidados, uma vez por mês, até junho. Em março, Alexandre Silva, do espaço localizado na zona da Estrela, alia-se ao chef brasileiro Alex Atala, do restaurante D.O.M, em São Paulo, no Brasil, detentor de duas estrelas Michelin.

Esta experiência vai contar com pratos confecionados com ingredientes de origem rastreada, portugueses e brasileiros, assentando num conceito de gastronomia consciente.

Alex Atala tem trilhado o seu percurso nesse sentido, com a criação de projetos como os seminários FRUTO | diálogos do alimento, que discutem questões em torno da alimentação e da sustentabilidade. Estes eventos têm a chancela do Instituto ATÁ, fundado também pelo chef brasileiro. Pretendem promover práticas de sustentabilidade na produção e no consumo, sob o lema: “aproximar o saber do comer, o comer do cozinhar, o cozinhar do produzir, o produzir da natureza”.

Segundo Alexandre Silva, “não é possível falar de sustentabilidade e não dar valor ao sacrifício dos produtores ou pescadores, por exemplo. Nas minhas cozinhas, seja no Loco ou no Fogo, o cuidado com a seleção da origem dos ingredientes determina o que apresento nos pratos diariamente. Trabalho com o que a terra ou o mar podem dar nesse dia, com o mínimo de desperdício, sempre sob os valores do respeito máximo pela natureza e pelas gentes que trabalham em prol da alimentação”.

Alexandre Silva, no seu Loco

Alexandre Silva, no seu Loco (Fotografia de Gerardo Santos/GI)

 

Uma das causas defendidas pelo chef do Loco é a pesca sustentável, que o levou até ao projeto Anzol+. Alexandre Silva diz conhecer “muito bem o projeto e a arte de pesca que utiliza, nomeadamente a pesca à cana e palangre fundeado, que garantem o mínimo impacto ambiental. Inclusive, já tive o prazer de ir para o alto mar com estes homens, que tanto valorizo e respeito. Posso dizer que, neste momento, este é quase o fornecedor exclusivo de peixe para o Loco e o Fogo”.

O Anzol+ surgiu da necessidade de implementar mais medidas e boas práticas na captura e manipulação dos recursos marinhos. Cientistas, pescadores de anzol e pequenos palangreiros, que operam na zona de Peniche e do Arquipélago das Berlengas integram a iniciativa.

O jantar do dia 29 está marcado para as 19h30 e tem o custo de 300 euros por pessoa, com pairing incluído.

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