Receita de filetes de peixe-galo com molho de laranja

Suculento e de carne firme, o peixe-galo vive a pensar na mesa onde vai repousar, depois de escalfado, cozido, grelhado ou assado. É cabeçudo e tem uma mancha negra de cada lado que a espécie Zeus faber quis fixar. Mas é delicioso e resiste bem aos diversos processamentos culinários.

A receita de filetes de peixe-galo com molho de laranja

Ingredientes para 1 pessoa:
400 g peixe galo
1 laranja
10 cl natas
1 cl azeite
10 g farinha
1 limão
Sal
Salsa
Óleo

Preparação:
Depois do peixe limpo e cortado em filetes, temperar com sal, pimenta e sumo de limão.
Passar os filetes por farinha muito suave e frite numa frigideira.
Depois dos filetes fritos, colocar numa frigideira o sumo de uma laranja, raspas da mesma e as natas e deixar ferver por 5 minutos. Retificar temperos.
Colocar num prato os filetes e regar com o molho de laranja.
Salpicar com folhas de salsa e acompanhar com grelos.

 

Há quem lhe chame galo-do-fundo, para os franceses é saint-pierre – ou São Pedro – e para ingleses é john dory. Recaem neles diversas superstições e lendas, umas mais hilariantes do que outras. Segundo uma delas, terá São Pedro capturado um peixe a mando de Jesus Cristo para lhe tirar uma moeda de ouro da boca, e o processo terá deixado a marca do polegar e indicador do apóstolo, na forma de manchas escuras. História bem inventada, só que não há qualquer registo de existência de peixe-galo no mar da Galileia. Fica, de qualquer forma, explicado o batismo francês com o nome do primeiro bispo de Roma. A designação inglesa explica-se quase da mesma forma, enquanto corruptela de jean-doré, que era como se chamava na região francesa de Bolonha o peixe-galo, pelos matizes dourados.

Para nós é peixe do fundo junto à costa, quando mais fria a água melhor a qualidade e o da nossa costa dá filetes inefáveis, que não escaparam à chef Manuela Brandão, do restaurante Pap’Açorda, em Lisboa. Partilha connosco esta semana a receita simplificada do seu glorioso filete de peixe-galo com molho de laranja.

Todo o citrino vem historicamente do Oriente e a laranja não é exceção, mas podemos bem adotá-la e tomá-la como mediterrânea. Por outro lado, o peixe-galo também é feliz lá junto ao Sol Nascente, pelo que a troca é justa. O resultado é um prato de execução simples, pleno de sabores e texturas. Boas experiências!

 

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