O tremoço virou gourmet (e vai chegar aos festivais de verão)

Na carrinha da 3Mosso vendem-se o aperitivo em três sabores. O projeto acaba de ser lançado e prepara-se para invadir os festivais de verão.

Os meses no estrangeiro dos estudantes de Erasmus não servem apenas para dar quilómetros aos sapatos. As experiências são também um viveiro de ideias para potenciais empreendedores como Diogo Campos Costa. Durante um semestre em Maastricht, na Holanda, o jovem de 23 anos começou a lançar as bases do 3Mosso, a nova marca que pretende renovar a imagem de um dos petiscos mais queridos dos portugueses, o tremoço.

Esta semente é o melhor companheiro de uma cerveja gelada e um perfeito desconhecido para a maioria dos estrangeiros. Foi essa constatação que pôs o licenciado em gestão pela Universidade Católica de Lisboa a espreitar uma nova oportunidade de negócio. «Reparei que na Holanda, além dos fritos, não havia snacks saudáveis para acompanhar a cerveja. “Porque é que não há tremoços por cá, se ligam tão bem com a cerveja?”», conta Diogo.

Anotado o «tremendo potencial» do aperitivo «nos países com elevado consumo de cerveja», Diogo voltou a Portugal, apenas para perceber que não existiam marcas a explorar devidamente o negócio do tremoço.

«As pessoas compram o que há no supermercado mas não há envolvimento com marcas. Quis criar uma nova, uma marca cool, trendy, gourmet e saudável, porque os tremoços não têm gordura e estão cheios de proteína e fibra

É numa pequena food truck que o negócio vai dar os primeiros passos. A carrinha da 3Mosso já está preparada para a estreia, a 2 de junho, durante o concerto de Guns N’Roses no Passeio Marítimo Algés. Daí parte para uma digressão por cinco festivais de verão: EDP Beach Party, NOS Alive, Super Bock Super Rock, EDP Cool Jazz e MEO Sudoeste.

Os tremoços portugueses vão estar disponíveis em três sabores: simples, com alho e orégãos e com picante. Cada 100 gramas do petisco irão custar um euro e serão servidas em embalagens ecológicas feitas de papel, sendo que nem o reservatório para as cascas foi esquecido.

E porque a descasca do tremoço é uma arte – e uma tarefa aparentemente complicada para estrangeiros pouco habituados a manusear a semente amarela -, os planos de Diogo passam por «educar o consumidor», não só para as propriedades saudáveis do aperitivo, mas também para lhes ensinar «como se come, à boa maneira portuguesa». E de preferência com uma mini gelada na mão.