Em Cascais, o Belvedere serve uma Itália clássica com twist, junto ao oceano

(Fotografia: DR)
Na costa cascalense, o restaurante Belvedere reabriu portas pela primeira vez desde a pandemia. A casa surge renovada e com uma nova carta que respeita a simplicidade da cozinha italiana, dando-lhe um toque contemporâneo.

O nome do restaurante já o deixa adivinhar, mas a esplanada com vista ampla sobre o Atlântico confirma a panorâmica de uma localização privilegiada, na costa cascalense. A mesma que se volta a apreciar aos jantares, com a reabertura do Belvedere, o restaurante italiano do Grande Real Villa Itália Hotel & Spa, cinco estrelas que soma mais de uma década e meia.

Três anos depois de ter encerrado com a pandemia, o Belvedere surge de cara lavada e uma nova carta criada de raiz, alimentada pela tradição da cozinha italiana, mas dando-lhe perspetivas contemporâneas e criativas. “A ideia sempre foi criar algo mais clássico, ir às raízes desta cozinha, dando-lhe um twist. Dar criatividade e um cunho próprio à simplicidade da cozinha italiana. Nas futuras cartas, a ideia é explorar isso ainda mais”, explica Luís Sousa, chef-executivo do Grande Real Villa Itália, estando nesta casa desde o seu início.

Massas frescas, mar, terra e horta fazem parte da carta do Belvedere. (Fotografias: DR)

Na carta do Belvedere, que voltou a abrir portas no final de agosto, não falta mar, terra e horta, além de uma garrafeira onde cabem cerca de 50 referências italianas de várias regiões vínicas. Entre os mais pedidos à mesa estão a mistura de fritos do mar (22 euros), o linguine de lavagante (39 euros) e o pregado com limão e alcachofra frita (28 euros). Mas há muito mais para provar nesta casa, pontuada por uma decoração elegante, onde se sentam cerca de 70 comensais.

Nas entradas, destaque para a burrata de Puglia; o carpaccio de novilho; os espargos com presunto de Parma, ovo e trufa; ou o camarão-tigre grelhado com alho negro e pesto de tomate seco com manjericão. Nos arrozes e nas massas frescas, escolhe-se entre propostas como o risoto à milanesa com coxa de pato (27 euros); o risoto de espargos com vieira braseada e lima (32 euros); ou o esparguete com tinta de choco (26 euros). No mar, amparado na maioria com o produto fresco que chega da lota de Peniche e da costa algarvia, há salmonete com funcho e molho de fígados (36 euros); ou polvo frito com estragão e toranja (28 euros).

O restaurante reabriu no final do verão, pela primeira vez desde a pandemia.

Já nas carnes, entram em cena o carré de borrego com pistacho (32 euros); a costeleta de vitela milanesa (29 euros); e o leitão assado (26 euros). No leque dos vegetarianos, Luís Sousa aposta em pratos como as almôndegas de ricota e espinafres com molho de tomate (19 euros); o risoto de abóbora com gorgonzola e nozes (21 euros); a sopa de tomate à toscana (16 euros); ou a lasanha de pesto (23 euros). Nos doces, o clássico tiramisu é o mais popular, adianta o chef, mas também se opta entre a torta de limão e merengue; a panacota de baunilha e compota de ruibarbo; e gelados e sorvetes artesanais.

Os arrozes ganham destaque na carta com três variedades de risoto.

De resto, trabalhar numa cozinha aos pés do oceano, conta Luís Sousa, é “inspirador”. Natural da vila de Marinhais, no concelho de Salvaterra de Magos, o chef ribatejano já soma duas décadas de percurso ligado à gastronomia, tendo passado, por exemplo, pela Bica do Sapato, em Lisboa. O interesse pela cozinha despertou cedo, tendo iniciado a sua formação com apenas 14 anos, a reboque de um primo que também o tinha feito, e lhe “passou essa paixão”.

O restaurante italiano existe desde 2015.

Algo está a fazer com que o sistema não consiga mostrar a ficha ténica desejada. Pedimos desculpa pelo incómodo.




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