Da coxinha brasileira aos ovos bennedict: cinco brunches na Grande Lisboa

Além de panquecas, o brunch do Akla tem todos os clássicos típicos desta refeição. (Fotografia de Gerardo Santos/GI)
Nos últimos meses, surgiram vários menus criativos de brunch com sabores clássicos ou com inspiração em várias latitudes, da Rússia ao Canadá, passando pela Suécia e o Brasil. Pães com massa mãe, café de especialidade, smoothies e mimosas fazem parte das tendências deste fim de verão.

A Lanchonete
De Belém a Benfica com sabores brasileiros

LISBOA A Lanchonete, fundada há 35 anos, abriu uma segunda casa em Benfica, onde aposta num brunch com tudo o que Brasil tem de típico e saboroso.

Pão de queijo, coxinhas, pão na chapa, pastel de feira, tapiocas e brigadeirinhos são as principais especialidades brasileiras que dão cor e sabor aos brunches d’A Lanchonete. Nesta segunda morada – decorada com vasos suspensos, madeiras e motivos tropicais – o pequeno-almoço reforçado representa a evolução da oferta desde que A Lanchonete abriu renovada, em Belém, há dois anos. O brunch tem duas opções, por 13 e 16 euros, pensadas de forma individual, mas mais que suficientes para partilhar a dois e sair satisfeito.

“É quase um menu de degustação dos pratos mais típicos d’ A Lanchonete”, explica Pedro Bento, agora ao lado da nova sócia Bruna Kelly, responsável pela operação na loja. No primeiro menu escolhe-se entre pão de queijo ou mini coxinhas; pão francês na chapa com requeijão ou pastel de feira (de vários sabores); e tapioca/crepioca de frango ou veggie ou tapioca doce (a Romeu e Julieta, por exemplo, leva queijo e goiabada). Incluídos estão um brigadeirinho de chocolate, uma bebida (entre chá mate gelado, chá quente, sumo de laranja, sumo do dia, galão e abatanado) e café.

Quase tudo o que vai para a mesa é caseiro e tem razão de ser: o pão de queijo é feito pelo pai de Pedro, o pastel de feira é de massa artesanal e o pão na chapa é um snack típico de São Paulo. O segundo brunch tem composições diferentes e acrescenta uma fatia de bolo ou pudim de leite condensado. Ambos estão disponíveis de segunda-feira a sábado, entre as 11h e as 16h. Na carta há também hambúrgueres, lanches brasileiros (cachorro quente, sandes de pernil e pão de pita libanês com carne assada e outros ingredientes) e pratos diários como picanha, feijoada à brasileira e outros.


Portela Cafés
Brunch à volta do café

LISBOA A loja da Portela na Baixa reabriu com uma nova estação de café. Além do convite a provar colheitas de especialidade, também propõe brunches generosos para todas as horas.

Esta torrefatora familiar foi fundada por Ângelo Marçal em 1977, então como Casa dos Cafés da Portela, no Centro Comercial da Portela, em Loures. Volvidas mais de quatro décadas, graças aos contributos da segunda e terceira gerações da família, a marca cresceu e hoje soma uma torrefação de café e dez lojas um pouco por toda a Lisboa. A auscultação do mercado e o conhecimento das zonas motivaram a introdução de novas ofertas, como é o caso do brunch. Na loja da Rua dos Bacalhoeiros, dotada de uma nova estação de café e perto do Campo das Cebolas, estes menus apelam a todos os visitantes, nacionais e estrangeiros.

Quem não quiser escolher pode pedir o Salmão (15 euros) e o Continental (13 euros), que diferem apenas num dos itens: um traz rolos de salmão fumado com ovos mexidos e rúcula; o outro ovos mexidos, queijo, fiambre e rúcula. Depois, há que escolher entre latte, chá, cappuccino ou café de filtro, com a certeza de que todo o café utilizado é de qualidade, seja o blend de assinatura ou os lotes de especialidade oriundos de países como Angola ou Colômbia.

A verdade, assinala a co-administradora Sónia Marçal, é que “a maioria dos clientes compõe o brunch à carta”. Tendo apetite, são de provar os torricados de abacate e ovo e de ovo escalfado, abacate, bacon e molho holandês, assim como o tachinho, uma queijada de limão, amêndoa e doce de ovos. No balcão, o café é feito segundo as técnicas V60, Chemex, french press, balão e filtro, e a boa notícia é que também se pode comprar café em saco ou em cápsula, assim como chás de ervas naturais, verdes e brancos.


Palms Blitz
Piza, bruschetta e shakshuka frente ao mar

COSTA DA CAPARICA A carta do Palms Blitz ganha vida num forno vindo diretamente de Budapeste. Durante todo o dia há pizas, e das 12h30 às 16h um brunch com propostas diferentes do habitual.

O brunch do Palms Blitz marca pontos por não ser, de todo, o mais convencional. Numa só mesa os clientes podem juntar uma wake and bake special piza (feita em forno a lenha); bruschettas com “guacamole” de ervilha, ovo, tomate, figos e queijo feta; e uma “pizzanini”, ou seja, pão de piza no forno recheado com mortadella, mozzarella, parmigiano e tomate. Ao contrário do que acontece na maioria dos brunches com valor fixo, aqui o pedido é feito à carta.

Por trás deste conceito está o húngaro David Liptay, ligado ao surf e aos desportos radicais e que se mudou para Costa da Caparica com a mulher Anna Bárath. Depois de conhecerem Gregory Benard – ex-realizador de cinema na Califórnia e que encontrou, na Costa, uma vida assente na restauração, surf, ioga e bem-estar -, criaram o Palms Blitz, o irmão mais novo do restaurante Dr. Benard, a poucos metros. Na cozinha com vista para a esplanada e para as ondas, a estrela é o forno que atinge 500 graus e que David trouxe da sua carrinha de pizas em Budapeste.

É nele que a equipa do Palms Blitz faz, também, a green shakshuka (espinafres e courgette com molho de coco, ovo e pão de piza para molhar), a eggplant parmigiana (berinjela assada, requeijão, tomate, crosta de parmigiano e pão de piza) e a Langos (piza frita com creme de requeijão, parmigiano, pimenta, cebola e tomate). Para beber, há muita opção de escolha, desde vinhos biológicos a cervejas e kombucha, tudo propostas alinhadas com a filosofia de bem-estar e inclusão que o espaço promove à beira da praia.


Saraiva’s
Brunch de inspiração sueca

LISBOA Neste clássico renovado o brunch serve-se aos sábados, das 12h às 16h, e pode ser levado em formato de take-away para piquenicar no Parque Eduardo VII.

Este brunch tem inspiração sueca e desenrola-se em três momentos. No primeiro, escolhe-se entre iogurte (ou iogurte de soja) com fruta e granola, e aveia com maçã, canela e mirtilo. No segundo ato, impõe-se uma seleção entre ovos rotos, milho frito com molho tártaro e pimentos padrón. Já no terceiro momento pode optar-se entre tosta de salmão curado com pepino, raiz forte de beterraba e creme de queijo; tosta de almôndegas com beterraba e pickle de pepino (ambos típicos da Suécia); e ovos mexidos (ou tofu) em focaccia com tomate assado.

Para beber, há sumo de laranja natural, água ou sumo do dia; e café, chá ou chocolate quente. À parte, é ainda possível pedir uma mimosa ou um bloody mary por 5,20 euros.

Brunch infantil
Crianças até aos 11 anos podem comer um brunch composto por chocolate quente, iogurte (ou iogurte de soja) com fruta e granola, dois croquetes e sumo do dia por 7 euros.


Akla Restaurant & Terrace
Um clássico de hotel

LISBOA Ao domingo, o Akla chama os lisboetas à mesa para tomar um pequeno-almoço reforçado, em que não falta nenhum clássico.

A cobertura de molho holandês sobre os ovos benedict de salmão fumado é uma das imagens mais apetitosas do brunch servido no Akla Restaurant & Terrace, integrado no hotel InterContinental Lisbon, ao pé do Marquês de Pombal. O bom aspeto anuncia o pleno sabor, mas este é apenas um dos protagonistas desta refeição pensada para partilhar.

Também há ovos ou omelete à escolha, panquecas de frutos vermelhos ou waffles, pão variado, fruta laminada e um surpreendente prego no bolo do caco com batatas fritas. Para acompanhar, o menu inclui café, chocolate quente, sumo de laranja, smoothies sem açúcar, sumos detox e mimosas. O serviço de hotel cinco estrelas dá o toque de requinte final.

(Fotografia de Gerardo Santos/GI)

 

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