Ciaoo Bella: A gastronomia da bela Itália numa travessa de Leiria

Massa com presunto de Parma e creme de trufas. (Fotografia de Nuno Brites/Global Imagens)
No reino das massas, pizas e saladas compostas, o Ciaoo Bella apresenta-se como uma despedida efémera: não há como não voltar.

Numa travessa estreita de Pombal cheira a tomate sanzana e manjericão fresco. O n.º 5 encerra desde março de 2022 o que de melhor se conhece na gastronomia italiana, tudo preparado à vista de quem chega. “Faço questão que os clientes vejam como tudo é confecionado”, diz Gustavo Tavares – que também responde pelo nome GU.TA, com que assina um álbum de rap lançado durante a pandemia. Porém, dentro do Ciaoo Bella, a música é outra: italiana, preferencialmente, a acompanhar os pratos que vai fazendo. É um espaço para não mais do que três dezenas de pessoas, acomodadas entre paredes verde-musgo pontuadas pelos dourados das molduras com imagens de figuras italianas. Por vezes, Gustavo vem à mesa com um fogão portátil, para confecionar especialidades como massas com presunto de Parma e creme de trufas. Usa massa feita ali mesmo e a carcaça de um enorme queijo Grana Padano com 36 meses de cura. A maioria dos produtos é importada. O passo que agora se prepara para dar estende-se aos vinhos (por ora, são os portugueses que mais ordenam à mesa).

(Fotografia de Nuno Brites/Global Imagens)

(Fotografia de Nuno Brites/Global Imagens)

Gustavo aprendeu as primeiras lições da cozinha italiana quando tinha 19 anos e era emigrante na Suíça. “Foi tudo com a prática”, conta à “Evasões”. A mais recente etapa de um percurso de autodidata aconteceu em Itália, precisamente, onde esteve por uma temporada, em formação. Por estes dias já põe em prática todos os ensinamentos que por lá colheu. Vai explicando tudo à medida que confere, com um termómetro, a temperatura da farinha que é usada na massa para piza, feita em dois tempos, respeitando cada um deles para repousar. A que provamos nesta noite fria foi feita há 48 horas e aguenta até 12 dias. Depois, é só escolher: clássica (mais fina e estaladiça) napolitana ou romana. “O que importa é a base. E essa, para ser boa, tem de contar com mozarela de qualidade, tomate, manjericão e azeite”, conta Gustavo, enquanto leva ao forno uma dessas.

Carbonara. (Fotografia de Nuno Brites/Global Imagens)

Piza. (Fotografia de Nuno Brites/Global Imagens)

No universo das massas, especializou-se também na carbonara. Dentro da casca do grana panadano mistura panceta, ovo e pimenta preta. Surpreendentemente, sem natas. É um dos pratos mais apreciados por ali.

A ementa do Ciaoo Bella compõe-se ainda de outras iguarias, como o risoto, gnocchi e alguns pratos de carne e peixe. Os apreciadores de sangria preferem-na ali, também. Mas ainda assim, é nas castas italianas que Gustavo vai apostar. Com ele trabalham mais seis pessoas. Para sobremesa, reserva-se uma panacota de frutos vermelhos. Falta-lhe apenas uma esplanada para os dias de sol. Por ora, está-se melhor no conforto do pequeno restaurante, que quando diz adeus quer dizer até à próxima.

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