Quiz Evasões: 10 perguntas a Tony Smith

Quiz Evasões: 10 perguntas a Tony Smith
O britânico Tony Smith, produtor vitivinícola no Baixo Douro.
Britânico, mas com um apego à lusofonia que já o levou a viver no Brasil e agora de novo em Portugal, Tony Smith deixou o jornalismo para ser produtor na região vitivinícola dos Vinhos Verdes, no Baixo Douro. À Quinta de Covela, Quinta da Boavista e Quinta das Tecedeiras junta agora o desafio de recuperar os vinhos da Fundação Eça de Queiroz.

1. Uma cozinha para todos os dias?
A nossa, da Quinta de Covela, com a nossa chef, Diana Oliveira, a pilotar o fogão. Saem coisas extraordinárias e ela só repete pratos se pedirmos!

2. Na hora de comer fora, o que pesa mais: o fator novidade, a comida, o nome do chef ou o boca a boca?
Embora eu seja por natureza curioso e gostar de experimentar coisas novas, vou sempre em primeiro lugar pela comida. A vida é curta demais para comer mal! Neste sentido, acho o canal boca a boca muito importante.

3. Uma dica infalível para não errar na escolha do vinho?
Ouvir o sommelier: uma prática infelizmente ainda não tão comum em Portugal. Mas estamos a chegar lá com esta nova geração de profissionais…

4. Um vinho que não lhe sai da cabeça?
Arrisco ser tendencioso, mas tenho que dizer que é o nosso Quinta da Boavista-Vinhas Velhas-Vinha do Ujo, 2013. É meu «xodô»!

5. Qual o maior trunfo dos vinhos portugueses?
Sermos novidade e tendência no mundo de momento. E ter uma riqueza de castas autóctones e autênticas — uma grande vantagem hoje em dia nesta realidade que os peritos chamam de ABC (Anything But Chardonnay, tudo menos Chardonnay)

6. O que nunca pode faltar na sua despensa/frigorífico/adega?
Bubbles! E Vimto (confesso, é coisa da infância…).

7. Qual a região, ou as regiões portuguesas, que ainda nos vão dar muitas alegrias?
Douro, Verdes e Alentejo são as mais consagradas aqui dentro e lá fora, mas acho que todas as regiões em Portugal têm capacidade de produzir vinhos excelentes. Gosto muito do Dão. Mas pelas suas particularidades de terroir, e pela ternura pessoal que tenho à região, eu gostaria de ver surgir mais bons vinhos algarvios.

8. O paladar, educa-se?
Claro que sim. Com muita dedicação e divertimento!

9. Um vinho que ainda está na sua bucket list?
Tantos! Teria que incluir um La Tache 71 e um Pol Roger de 1928 — um dos vintages prediletos de Winston Churchill. E um que eu ainda tenho alguma chance de provar com uns amigos muito queridos: o primeiro vintage de Cabernet Sauvignon (1982) da propriedade deles em Napa Valley, Spottswoode.

10. Um prato com sabor a infância?
Eis uma pergunta-rasteira para um inglês… Tem que ser queijo Lancashire tostado até quase queimado em cima de pão integral: preparado pela minha avó Lizzie, claro!