Os “vignerons” portugueses dão-se a conhecer na Quinta das Bágeiras, em Sangalhos

Mário Sérgio Nuno, vitivinicultor-engarrafador da Bairrada abre as portas da sua Quinta das Bágeiras. (Fotografia de Pedro Granadeiro/GI)
Inserido nas comemorações dos 35 anos da Quinta das Bágeiras, em Sangalhos, Bairrada, o evento “Vigneron, As Nossas Uvas, Os Nossos Vinhos” quer promover os vitivinicultores-engarrafadores portugueses.

“Em Portugal, adoramos estrangeirismos, por isso usamos muitas vezes o termo “vigneron” para designar os produtores de vinho que utilizam apenas as uvas que cultivam para fazer o vinho e o que o engarrafam”, explica, em conversa com a EVASÕES, Mário Sérgio Nuno, que no dia 22 de junho vai abrir as portas da sua adega da Quinta da Bágeiras para receber aquilo que em bom português se chama de vitivinicultores-engarrafadores.

A designação está na lei e Mário Sérgio quer dar a conhecê-la ao público, tanto o termo como alguns dos produtores que lá se encaixam, como ele próprio. O “Vigneron, As Nossas Uvas, Os Nossos Vinhos” vai ter mais de uma dezenas de convidados de várias regiões do País e enquadra-se na celebração dos 35 anos do seu projeto, um dos responsáveis por dignificar a casta Baga, tradicional da Bairrada.

Não se confunda vitivinicultores-engarrafadores com produtores-engarrafadores. “Até 1989 [ano em que os primeiros rótulos da Quinta das Bágeiras saíram para o mercado] era assim que nos chamavam, mas essa designação passou, em 1990, para as cooperativas e para os produtores que não usam uvas próprias”, conta.

Surgiu, então, a designação atual, tipificada pelo Instituto da Vinha e do Vinho como “pessoa singular ou coletiva que elabora vinho a partir de uvas frescas produzidas exclusivamente na sua exploração vitícola, em instalações próprias e exclusivas e que engarrafa nas mesmas ou nas de outrem (…) assumindo-se como único responsável do produto engarrafado (…)”.

O objetivo deste evento é mesmo dar visibilidade aos “vignerons” portugueses. “Temos de nos afirmar e de nos valorizar, até porque fica mais caro produzir a própria uva do que comprar. Mas eu sou agricultor, filho de agricultores e quero ser sempre agricultor. O meu filho Frederico também optou por fazer isto e é bom que os jovens consigam viver da agricultura”, refere.

No encontro, que vai decorrer entre as 11 e as 18 horas, vão participar mais de uma dezena de produtores, todos eles inscritos na categoria de “vitivinicultor-engarrafador”. Entre os confirmados que estarão lá para mostrar os seus vinhos, contam-se já 16 nomes: António Selas, Casa de Cello, Casa da Passarella, José Madeira Afonso, Júlio Bastos, Quinta da Alameda, Quinta da Atela, Quinta das Bágeiras, Quinta da Boa Esperança, Quinta de Chocapalha, Quinta da Falorca, Quinta da Pedreira, Quinta do Perdigão, Rui Reguinga, Tapada de Coelheiros e Vales dos Ares.

Haverá também duas provas especiais comentadas pelo jornalista e formador Luís Lopes: “Os Espumantes e Brancos dos Vigneron” e “Os Rosés e Tintos dos Vigneron” (estas já se encontram esgotadas).

Para acompanhar os vinhos não vai faltar comida. A Confraria do Leitão providencia as sandes do mesmo, haverá doçaria do Rei dos Leitões e petiscos tradicionais confecionados pelo cozinheiro Vítor Madail, como sopa à lavrador.

O bilhete custa 15 euros e a entrada é limitada a 200 pessoas. Obrigatória a inscrição através do email [email protected]

Vigneron, As Nossas Uvas, Os Nossos Vinhos
22 de junho, das 11h às 18h
Preço: 15 euros com oferta de copo Schott Zwiesel
Inscrições: [email protected]

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