Caminhar pelo maior passadiço do sotavento algarvio

Caminhar pelo maior passadiço do sotavento algarvio
O corredor de madeira liga as praias de Manta Rota e a da Lota.
Entre as praias da Manta Rota e da Lota, estende-se o maior passadiço pedonal do sotavento algarvio. Mais de dois quilómetros de caminhada, sempre com o Atlântico por companhia.

Se o verão é, para a maioria, sinónimo de descanso, de preferência junto à praia, também é verdade que as férias podem (e devem) ser ativas. Antes e depois de se ir a banhos, sejam eles de sol ou de mar, há sempre tempo, por exemplo, para um passeio a pé. Trata-se de um exercício leve, perfeito para toda a família, e, ao mesmo tempo, permite conhecer melhor a região onde se está a passar férias. E é exatamente esta a proposta do maior passadiço pedonal do sotavento algarvio.

Inaugurado no ano passado, o corredor de madeira liga as praias de Manta Rota e da Lota, numa extensão superior a dois quilómetros, sempre paralela ao Atlântico e bastante convidativa para longos passeios junto ao mar. O percurso, que integra diversas zonas de lazer e descanso, prolonga-se desde a zona nascente da Manta Rota até à foz da Ribeira do Álamo, já no areal da Lota, na fronteira com o vizinho concelho de Castro Marim. Além de interligar as duas zonas balneares, sem a necessidade de recurso a viaturas motorizadas, a estrutura, em madeira e sobrelevada em grande parte do percurso, tem como principal objetivo proteger cordão do dunar, permitindo, ao mesmo tempo, o acesso às zonas menos concorridas deste longo areal – um pormenor, também ele, de grande importância, especialmente nesta altura do ano.

Além das praias, com areais a perder de vista, esta zona do Algarve é também um verdadeiro paraíso para a observação de aves, atividade com cada vez mais adeptos na região, que com a construção deste passadiço passam a usufruir de melhores condições para a praticarem.

Não muito longe fica a vila histórica, que foi a primitiva sede do atual concelho de Vila Real de Santo António, e que é hoje o retrato de um Algarve de outro tempo, com o seu casario árabe e a igreja setecentista debruçada sobre a Ria Formosa.

 

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