Sangue na guelra: jantar com espécies do rio encerra festival

Sangue na guelra: jantar dedicado às espécies do rio encerra festival
O jantar de encerramento, dia 22, terá capacidade para 60 pessoas e um custo de 130 euros por pessoa
Por mais de duas semanas, o Sangue na Guelra, o mais irreverente e experimental dos festivais gastronómicos portugueses, marcou a agenda em Lisboa. Um jantar dedicado às espécies do rio, no dia 22, encerra a edição deste ano.

A quinta edição do festival Sangue na Guelra/Blood n’Guts, promovido por Ana Músico e Paulo Barata, ainda mexe depois de mais de duas semanas, com alguns dias de descanso pelo meio, a marcar a agenda gastronómica e cultural da capital. Apontado por muitos como o mais irreverente e experimental do género realizado em Portugal, o certame apresentou este ano novidades como o seu primeiro festival de comida de rua, no Hub Criativo do Beato, a par de um simpósio e de vários jantares temáticos, que aconteceram nos dias 14, 15 e 16 de maio.

Assumidamente inspirados por movimentos como o MAD, surgido na Dinamarca após o manifesto que desencadeou uma revolução profunda dos hábitos e da identidade gastronómica dos países nórdicos, elevando-os em tempo recorde ao topo da alta cozinha mundial, o duo organizador português teve, e tem, muito claro não querer seguir a via do mainstream, daí a sua aposta, desde a primeira hora, em colocar o foco nos cozinheiros mais jovens e nos chefs emergentes. Essa tem sido uma das premissas dos jantares Young Chefs with Guts e assim será no dia 22 de maio, segunda-feira, no restaurante 1300 Taberna, em Lisboa. Para o jantar que encerra a temperada de 2017 foram convidados os chefs Pedro Almeida (Midori), Pedro Pena Bastos (Esporão), Rodrigo Castelo (Taberna Ó Balcão), o anfitrião Nuno Barros e Emília Reis (Restaurante Vista), encarregues de criar um menu, do princípio ao fim, dedicado às espécies de água doce e à promoção da riqueza e abundância dos nossos rios.

Entre os estreantes, destaque para Pedro Pena Bastos, que depois de ajudar nos bastidores das edições anteriores, tem aqui uma prova à medida do seu talento: «Vamos levar um pouco do conceito que temos no Restaurante Esporão, o tempo da terra, e para isso fizemos um apanhado dos produtos que temos aqui no rio e na horta [da Herdade do Esporão]», conta. Nem Pena Bastos nem os restantes chefs desvendam muito mais sobre o menu em prepararação, mas sabe-se já que haverá lagostim do rio e lúcio-perca corado com algas.

Este jantar, com capacidade para 60 pessoas, terá início às 19h30 e um custo de 130 euros por pessoa (inclui amuse-bouches, pratos principais, sobremesa e bebidas, entre as quais vinhos da Herdade do Esporão).

Mais informações em sanguenagulera.pt e marcações através de reservas@sanguenaguelra.pt



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