Vão começar as visitas guiadas ao Palácio Chiado

Vai ser uma viagem pela história e memória do antigo Palácio Quintela, cujos habitantes deram origem às populares expressões «forrobodó» e «à grande à francesa». As visitas começam na próxima quarta-feira, dia 26 de julho, e podem incluir petiscos e refeições no final.

O antigo Palácio Quintela, atual Palácio Chiado desde que reabriu em 2016 com um novo projeto de restauração e entretenimento na Rua do Alecrim, em Lisboa, prepara-se para receber visitantes com uma série de visitas guiadas às suas salas, a partir da próxima quarta-feira, dia 26 de julho.

A orientar as visitas estará Manuel Gandra, professor de Filosofia do IADE e autor do livro ‘Palácio Quintela – Iconologia do programa pictório’. Durante uma hora e meia, os visitantes serão convidados a percorrer as salas centenárias do palácio, erguido em meados de 1781, para conhecer melhor a sua história e o significado da iconologia (frescos) que se encontram um pouco por todo o espaço.

Também a vida de muitas das personalidades portuguesas e estrangeiras que por lá passaram – desde o Barão de Quintela, Conde de Farrobo, ao General Junot – será um dos temas abordados pelo professor Manuel Gandra nas visitas ao palácio que, recorde-se, foi ponto de encontro de muita da aristocracia portuguesa, recebendo grandes e faustosas festas.

As visitas guiadas, para grupos de no mínimo 15 pessoas e no máximo 30, decorrem todas as terças e quartas-feiras, entre as 15h30 e as 18h00, e requerem marcação prévia através do email geral@palaciochiado.pt.

Tendo em conta que o Palácio Chiado é sinónimo de uma restauração de excelência, a organização preparou pacotes de visita dos mais simples (apenas visita, 8 euros por pessoa) aos mais completos, como a visita guiada com menu de petiscos composto por tábua de queijo e enchidos, sapateira e pastéis de bacalhau, vinho, cerveja e água, a 24 euros por pessoa.

O Palácio Quintela, que terá levado 15 anos a ser construído, foi ampliado significativamente em 1822 pelo arquiteto Joannes Baptista Hilbrath. Ao fim de longos anos ocupado pelo IADE – Universidade Europeia, o edifício renasceu em 2016 por iniciativa de três sócios que procuraram dar-lhe um novo usufruto, recuperando as pinturas, vitrais e traços históricos.

Ali funcionam sete restaurantes de alta cozinha com diferentes propostas, entre eles o mais recente Farrobodó, focado na cozinha tradicional portuguesa, que abriu na Sala das Sabinas, no primeiro piso, no início de julho.

 

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