O ‘novo’ hotel da Quinta das Lágrimas

Nova decoração, novo chef, nova imagem. No ano em que assinala duas décadas como hotel, o palácio da Quinta das Lágrimas, em Coimbra, renovou-se. Porém, sem se desligar da sua herança – e sempre com a história de D. Pedro e Inês de Castro como pano de fundo.

A luz de final de tarde ilumina o caminho envolto em árvores que leva à entrada do palácio. Detalhes românticos que saltam à vista e antecipam o ambiente que se avizinha. Quem já conhecia o palácio nota a diferença. As paredes, antes amarelas, são agora brancas.

Primeiro sinal da remodelação que ficou concluída na passada primavera. Todos os espaços sofreram uma intervenção, com o intuito de uniformizar a experiência para os
hóspedes. A receção mudou de lugar e manteve o traço original.

Prevalecem as oito tipologias de quarto, porém os tons mais carregados foram substituídos
por uma paleta mais suave, em que predominam os brancos e os azuis. O número
de quartos mantém-se, 52 ao todo, divididos entre o palácio e as alas Garden, com vista de jardim, e Spa, com banheira de hidroterapia.

Apesar da nova cara, a preocupação em preservar o espírito familiar que sempre reinou
continua viva. Prova disso são as fotografias da família Osório Cabral – responsável pela reconstrução do edifício, no século XIX – que estão na parede da Sala da Música, divisão ampla, com um piano de cauda que se destaca numa decoração bastante meticulosa.

A biblioteca do hotel parece retirada de um filme. As estantes estendem-se ao teto, os livros estão cobertos de pó e as coleções são de revistas francesas que já não são publicadas.

Não é muito grande, nem precisa de o ser. Com uma decoração escura que inspira inverno, lareira e escrita, é um dos sítios mais cativantes do hotel e que convida a ficar com tempo.

O Arcadas, reconhecido restaurante da quinta, mantém a mesma morada há anos.
Depois da saída do chef Albano Lourenço, Vítor Dias assumiu o comando da cozinha e
criou uma carta virada para os produtos da região de Coimbra. A mesma regra se aplica aos vinhos, com prioridade às referências de Bairrada e Dão.

Se o dia estiver soalheiro, fazer a refeição no jardim é a opção ideal, dada a beleza do local.
Uma história de amor torna-se grande pelas lendas que a mantêm viva – e a frase ganha importância redobrada quando se visita os jardins da quinta.

Cláudia do Vale, responsável pela Fundação Inês de Castro, conta episódios, aponta curiosidades, vai traçando o caminho que culmina na Fonte das Lágrimas e na morte de D. Inês. Os jardins, detalhe importante, estão abertos ao público durante todo o ano. As histórias de amor, quando nascem, são para todos.

Hotel Quinta das Lágrimas
Rua António Augusto Gonçalves
Tel.: 239802380
Web: quintadaslagrimas.pt
Preço: quarto duplo a partir de 120 euros por noite (inclui pequeno-almoço)



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