Minha Jóia: singulares e com bilros em Vila do Conde

Chama-se Minha Jóia, fica na praça da República, no centro de Vila do Conde e, apesar do nome, é muito mais do que uma ourivesaria.

Ali naquele espaço no centro de Vila do Conde, funciona, mais rigorosamente, um atelier onde trabalhar a artesã joalheira Tânia Nunes, que conta com a ajuda do marido, entusiasta desta arte e seu braço direito, Fernando Pinho. Cada jóia que ali se faz é criada a partir do gosto dos clientes, incorporando as suas memórias e momentos únicos, com um toque tradicional que marca a assinatura de Tânia, que é muito dedicada à estética da renda de bilros, uma arte vila-condense.

Além de se tratar de uma peça singular, cada jóia é trabalhada naquele espaço, à vista de quem entra. As alianças do casal de donos do espaço espelham bem o conceito do atelier: Tânia e Fernando têm gravadas no ouro das alianças as impressões digitais um do outro. Para um casal, amante de cinema, já se gravaram pipocas nas alianças e, para um pai babado, saiu dali uma cadeira de dentista em prata.

Tânia aventurou-se no sue próprio ateliê, depois de quatro anos a trabalhar numa ourivesaria convencional. Já Fernando trabalha na área da restauração e, nas horas vagas, ajuda a sua mulher a concretizar o sonho, que abriu há cerca de dois anos e meio.

Em janeiro de 2018, a Minha Jóia vai participar na Bijorhca, uma das principais feiras europeias de bijuteria e alta joalharia, em Paris

«A ideia foi trazer a profissão de joalheiro para a frente e associar as técnicas artesanais ao glamour«, explica Fernando. Ali, tudo é à vista: há desenhos da Tânia nas paredes, há a maquinaria com mais de 80 anos no balcão e a banca ali ao lado. Usa-se a filigrana, os revestidos, a modelagem em cera, juntam-se elementos naturais e orgânicos, as técnicas mais contemporâneas do acrílico e das resinas fósseis e, claro, as tradições locais de uma vila-condense de gema. Há colares e brincos em renda de bilros, tecida em fio de prata, outros feitos em croché com a técnica tradicional de sempre, mas o fio de metal a substituir a linha de algodão.

Tudo sai das mãos de Tânia. «Não há nada industrializado. Tudo é feito cá. Desde o desenho ao acabamento das peças. Por exemplo, para fazer um colar em croché demoro seis horas. Em renda de bilros, oito», explica a artesã. O resultado? «Nenhuma peça é igual à outra, mesmo quando faço peças iguais para a coleção de loja», sublinha. A coleção de Outono/Inverno, já em preparação, terá acabamento em jato de areia.



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