«Há quem diga que o Ibo tem o melhor prego de Lisboa»

Entrevista a João Pedro Pedrosa. O grupo Ibo, com quatro espaços de restauração no Cais do Sodré, aguarda ansiosamente pelo final das obras de requalificação nesta zona de Lisboa, mas o chef criativo e proprietário está confiante de que vai valer a pena a espera.

A Ibo apostou há muito na frente ribeirinha do Cais do Sodré. O que pesou mais para essa escolha, a razão ou o coração?
Ambas. A razão pelo facto de ter uma excelente localização junto ao rio Tejo e o coração por estarmos mesmo defronte do local de onde saíram as primeiras caravelas que deram início à epopeia dos Descobrimentos. A ilha do Ibo (nome dos nossos restaurantes) tem um rico passado histórico com forte ligação aos Descobrimentos portugueses, sendo uma das principais praças que os nossos antepassados detinham no Oceano Índico. O nosso logótipo foi inspirado na Fortaleza de São João Baptista, que os portugueses construíram na Ilha do Ibo para a defenderem dos holandeses e franceses.

Toda esta zona sofreu obras de requalificação, o que implicou longos meses de trabalhos. Valeu a pena esperar?
As obras estão em fase de finalização e esperamos que sim, pois temos sido fortemente prejudicados desde novembro de 2015 (16 meses). Mas, considerando as melhorias entretanto operadas, estamos crentes que iremos recuperar dos problemas que temos vindo a ter.

Portugal, Moçambique à mesa. O que os une é mais forte do que aquilo que os separa?
Temos um passado histórico rico e diversificado, pela cultura, pelo desporto e, evidentemente, pela gastronomia. O que nos separa? Somente a distância e mesmo essa, nos dias de hoje, é mais “curta” graças aos meios de transporte e de comunicação.

Qual o prato ou petisco do grupo Ibo nos seus restaurantes que não arreda pé da carta sob pena de haver protestos?

São muitos, é difícil de definir atendendo que temos clientes mais fieis a uns e clientes mais fiéis a outros, independentemente de serem da gastronomia moçambicana ou da portuguesa. Mas há sempre os de maior procura, tais como os pratos de camarão e caranguejo ou os de bacalhau e cabrito.

Quem é o cliente da marca Ibo?

Temos uma faixa de clientes bem alargada, desde empresários, políticos, pessoas e famílias com ou sem ligação sentimental a Moçambique e turistas das mais variadas zonas do planeta — desde a Nova Zelândia até à Noruega, passando por todo o continente africano, asiático, americano (norte, centro e sul) e da Europa.

A Ibo já se desdobrou num café e na geladaria Fiori. Vão parar por aqui?
Para além do Ibo Café e Gelateria Fiori, abertos mais recentemente, temos também o Ibo Mar onde fornecemos ricos pratos de peixe e marisco. Há quem considere que também temos “o melhor prego no pão de Lisboa”. Por enquanto vamos dar prioridade à consolidação dos quatros espaços que temos aqui no Cais do Sodré.

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