Já há data de abertura da Cantina Peruana de José Avillez

Já o tínhamos anunciado antes, mas agora há data certa para a mais nova atração do Bairro do Avillez, no Chiado. A Cantina Peruana, uma parceria com Diego Muñoz, abre oficialmente a 24 de julho, mas a Evasões viu e (a)provou antes.

Depois do Beco Cabaret Gourmet, que está com um espetáculo novo já agora, esta era a novidade mais esperada no Bairro do Avillez — até porque desde o ano passado, quando recebeu para um almoço especial a quatro mãos o seu amigo e colega Diego Muñoz, o chef português tinha debaixo logo no ar a suspeita de que havia a intenção de virem a trabalhar juntos em Lisboa.

Avillez e o Munõz, apontados como dois dos chefs mais talentosos à escala mundial, conheceram-se, anos atrás, quando ambos estagiaram no famoso Elbulli de Ferran Adrià (considerado o melhor restaurante do mundo, encerrou portas mas permanece uma referência incontornável na história da cozinha moderna), mas esta parceria — é a primeira vez que Avillez representa um outro cozinheiro num espaço seu — só se tornou possível após o peruano ter deixado o seu posto no galardoado Astrid y Gastón (em Lima, Peru).

Após um ano sabático, Muñoz está imparável com projetos vários em diferentes partes do globo (de Miami a Copenhaga ou Bali), ainda assim não esconde o seu entusiasmo pela nossa capital, por esta nova empreitada e, claro, pelo nosso produto local (os peixes e mariscos, sobretudo). Instalada no primeiro andar do Bairro, sobre o Páteo, a cantina lisboeta promete uma cozinha assumidamente contemporânea, capaz de surpreender um público português já familiarizado com as bases da gastronomia do seu país, só que a ideia é dar a provar muito mais do que só ceviches.

A Cantina Peruana vai estar aberta durante a semana só ao jantar e aos fins de semana ao almoço e jantar e o seu menu, que começou a ser desenvolvido em outubro de 2016, está dividido em seis mundos, ou temáticas se preferirmos — dos crus à comida de rua, sem esquecer os grelhados e as influências chinesa e japonesa ou a contribuição amazónica e andina —, numa ordem que pode ser seguida, mas sem regras fixas: o objetivo é estar relaxado e vir acompanhado de preferências, uma vez que todas as porções foram pensadas para serem partilhadas. Munõz conta estar por Lisboa a cada dois meses, ficando por isso a cozinha entregue ao seu braço direito, Yuri Herrero, também ele vindo do Peru.

Não queremos desvendar muito mais — vamos deixar isso para a nossa edição impressa de 28 de julho —; podemos, no entanto, adiantar uma outra coisa que promete fazer furor: a cantina faz-se acompanhar de um Pisco Bar, também ele dividido em quatro mundos, que é como quem diz com bebidas e cocktails que nos vão permitir explorar os sours, os chilcanos (mais refrescantes porque levam ginger ale), além de outros destilados peruanos (como o rum e gim).

Ah, detalhe importante: a decoração, mais uma vez, foi entregue a Ana Anahory e a Felipa Almeida a partir de conceitos transmitidos pela nova dupla maravilha Avillez-Muñoz.



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