Já nasceu o primeiro gin de montanha português

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O nome do gin é inspirado no gato Montês (Felis Silvestris). (Fotografia: Gin Montês).
O gin de que se fala tem nome de gato-selvagem e é produzido de forma artesanal. O sabor é descrito como ligeiramente doce e menos seco, com aroma a mato.

Zimbro, carqueja, urze e medronho. São estes os botânicos apanhados nas montanhas de altitude da Serra da Estrela e da Serra do Açor que, uma vez destilados, deram origem ao Montês. Este gin com nome de gato-selvagem, produzido artesanalmente, é «o primeiro gin de montanha do país», afirma João Pedro Freire Borges Mendes, produtor, proprietário e master distiller da Destilaria Caratão.

Além de ter botânicos apanhados especialmente naquelas montanhas de altitude, no concelho de Seia, este gin torna-se também «um dos primeiros a utilizar o medronho», segundo o produtor. Assim se distingue de outros gins que utilizam botânicos apanhados fora de montanhas de altitude ou que são «feitos com botânicos importados», explica João Pedro Freire Borges Mendes.

As plantas deram origem a um gin «ligeiramente doce e menos seco, marcante e rústico, com aroma a mato e de espírito subtil, tal como o gato Montês (Felis Silvestris)» que dá nome à bebida. De acordo com João Pedro Freire Borges Mendes, que teve a ajuda de Pedro Miguel Freire, o método de produção é artesanal. Os botânicos são destilados um a um, de forma lenta, em alambique de colunas por arrasto de vapor de água, captada no Parque Natural da Serra da Estrela.

O gin Montês, novo produto da Quinta do Espinho – Sociedade de Agricultura Biológica e Produtos Naturais, foi apresentado no restaurante Guarda-Rios, em Barriosa (Vide, Seia), celebrando «a singularidade e a riqueza das plantas silvestres que brotam das montanhas» portuguesas.

 

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