A nova vida das caves Taylor’s

VINHO DO PORTO Há cerca de um mês, que as caves constru­ídas no início do século XVIII estão trans­formadas num autêntico museu do vi­nho do Porto e da Taylor’s, sem deixa­rem de ser armazéns.

É o visitante que decide se quer fazer a visita completa, de duas horas, ou torná-la mais curta, ou ainda se quer fazer a visita guiada ou explorar so­zinho as Caves Taylor’s. Os edifícios onde há tonéis e balseiros impressionantes e mais de 1500 pipas, estão agora ilumina­dos de forma cénica, e pode fazer-se uma visita com recurso a audioguias, disponí­veis em cinco idiomas (português, inglês, espanhol, francês e alemão). A informa­ção é detalhada e complementada por pai­néis informativos, objetos e fotografias várias e vídeos sobre os processos de pro­dução e de vinificação, a festa das vindi­mas e o futuro do setor.

A Taylor’s foi uma «das primeiras a abrir ao público, há 35 anos», e com o no­vo centro de visitas, a empresa funda­da em 1692 pelo comerciante inglês Job Bearsley, quis modernizar um negócio com história e património, objetos de afe­to e pessoas. Logo que chega ao novo cen­tro, o visitante recebe um mapa das caves, com onze pontos de interesse assinalados, que pode percorrer como quiser, começando na receção, diante da maqueta com o relevo da região do Douro e algumas re­líquias.

Entre elas, uma tambuladeira de 1764 (taça usada para as provas de portos que era essencial para um comerciante de vinho no século xviii) ou o cofre de ferro em que Alistair Robertson, presidente da Taylor’s, mandava vir do banco o dinhei­ro para pagar os salários dos funcionários, prática que cessou nos anos 1970.

Nas paragens que se seguem, há infor­mação sobre a história das caves de Gaia e sobre o microclima local, excecional para o envelhecimento do vinho do Porto. Há ainda muito para saber sobre o próprio vi­nho generoso e a Taylor’s. No final, expe­rimentam-se vinhos e, para chegar à sa­la, passa-se pelo jardim onde vive um ca­sal de pavões e as suas crias.

 

ALGUNS DESTAQUES DA VISITA

 1. Núcleo de tanoaria
A equipa da Taylor’s cuida de mais de cinco mil pipas e 170 grandes tonéis usados no envelhecimento dos vinhos do Porto da casa.

 2. “Via Láctea”
É uma passagem com a parede forrada por uma fotografia da Quinta de Vargellas, onde se encontra a garrafeira Vintage, na qual repousam portos com mais de 200 anos

 3. Selfie Spot
Um lugar para tirar selfies junto a um balseiro que contém o equivalente a 133 mil garrafas de vinho do Porto e é um dos maiores das caves.

 4. Degustação
No final da visita, há uma degusta­ção de dois vinhos – Taylor’s Chip Dry (um Porto branco extra seco) e do Taylor’s Late Bottled Vintage. Quem desejar, pode pedir outros vinhos para prova e também comprar. Há vários portos disponíveis a copo, entre eles o Vintage 2009, o Colheita 1966 ou o Scion 1855 (a 7, 24 e 120 euros o copo, respetivamente).

 

Centro de Visitas da Taylor’s
Rua do Choupelo, 250, Vila Nova de Gaia (Ribeira)
Tel.: 223742800.
Horário: Todo o ano, das 10h00 às 19h30
Web: taylor.pt
Preço: 12 euros por pessoa (inclui prova)



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