Um passeio pelos magníficos faróis de Portugal

Lugares-limite, poéticos, verdadeiras obras de arquitetura e engenharia, os faróis não se apagaram nem perderam o brilho apesar da evolução tecnológica. A propósito do Dia Nacional do Mar, que se assinala no dia 16, nesta semana falamos de faróis. Existem mais de cinquenta no país (trinta deles abertos ao público), mas não há dois iguais. Cada farol tem um código de luz próprio, uma vista única e muitas histórias para contar. Está na hora de visitá-los.

«Sou na noite um diamante que gira a avisar os homens, Por quem vivo, mesmo quando os não vejo». A frase é do poeta espanhol Luis Cernuda (1902-1963) e pode ser lida no Farol-Museu de Santa Marta, em Cascais. É difícil encontrar melhor frase para definir a função maior dos faróis: iluminar a orla marítima. Ou, como dizem os faroleiros, o alumiamento do mar.

«O farol nunca se apaga. Se tudo o resto falhar nós estamos aqui.» Palavras de Medeiros Migueis, faroleiro do Cabo da Roca, um dos 145 faroleiros no ativo. Desenganem-se por isso aqueles que pensam que estas estruturas cilíndricas estão votadas ao esquecimento. Bem pelo contrário. Há mais de cinquenta espalhadas pelo país, a maioria deles geridos pela Direção de Faróis – trinta no Continente, dezasseis nos Açores e sete na Madeira.

Locais como o referido Museu de Santa Marta ou o Farol dos Capelinhos, no Faial, têm gestões autónomas. Desde outubro de 2011, as suas portas abriram-se ao público, sendo possível fazer visitas todas as quartas-feiras. A adesão tem vindo a crescer. Em 2012 não chegou aos 30 mil visitantes, em 2015 foi ultrapassada a barreira dos 50 mil e só nos primeiros nove meses deste ano já tinham recebido 54 508 ; pessoas. Na próxima quarta-feira (entre as 13h30 às 16h30), não só é o dia da visita semanal, como se comemora o dia Nacional do Mar. O casamento perfeito.

 



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