Conhecer Ponte de Lima a bordo de uma canoa

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O Clube Náutico de Ponte de Lima aluga canoas para passear entre a ponte medieval e a nova. (Fotografia: Pedro Rocha/GI)
O Lima é um rio cheio de boas surpresas. Conhecer a vila no seu leito, a bordo de uma canoa ou descê-lo desde Ponte da Barca são desafios promovidos pelo Clube Náutico de Ponte de Lima.

«O rio é a essência de Ponte de Lima, porque sem ele, não existia ponte nem existia vila», quem o diz é João Campos Gonçalves, presidente do Clube Náutico de Ponte de Lima, que se tem destacado na canoagem, modalidade em que já conseguiu obter cerca de 200 medalhas e taças em competições nacionais e internacionais. O «segredo é começar muito cedo», diz João. O medalhado olímpico Fernando Pimenta, a figura mais reconhecível do clube, «vai às escolas promover uma vida saudável junto dos mais pequenos». Não é por isso de estranhar que o clube tenha já 250 atletas, a maior parte iniciados.

Apesar do objetivo do clube, que nasceu em 1991, ser a promoção da modalidade dentro de portas, este não se fecha a forasteiros. Por isso, quem visitar Ponte de Lima pode experimentar conhecer a vila no seu leito. O clube – que funciona no lado direito do Lima – aluga canoas para quem quer passar uma ou duas horas entre a ponte medieval e a nova. «Não é necessária experiência nem preparação, só é obrigatório levar colete. As pessoas são acompanhadas a partir da margem».

Quem quiser conhecer a região mais a fundo pode optar por fazer uma descida de rio (só está disponível para grupos de 10 pessoas). Para isto, já tem de haver preparação prévia, «pois é uma atividade que exige mais destreza e um bom estado físico». A descida (que tem de ser reservada de um dia para o outro, pelo menos) inicia-se em Ponte da Barca, onde o rio é mais sinuoso e rápido. O percurso até Ponte de Lima demora cerca de quatro horas.

Esta é a melhor forma de se ficar a conhecer a fauna e a flora do Lima e das suas margens. Também se passa por vestígios arqueológicos, como os pesqueiros, afunilamentos onde se colocavam as redes para a pesca da lampreia e de vários peixes.

Também há moinhos, muito próximos das margens, em ribeiros afluentes do Lima. «Muitos dos que descem o rio param em Gemieira, para verem moinhos e usufruírem da praia fluvial», conta João Campos Gonçalves. De resto, é aproveitar a paisagem que inspirou poetas ilustres da terra, como Diogo Bernardes ou António Feijó.

No Clube Náutico também é possível alugar bicicletas. Ponte de Lima está na confluência das ecovias. Estão disponíveis vários percursos, pela paisagem protegida das Lagoas, pelos açudes, entre outros. É também o transporte ideal para chegar a sítios como Monte da Nó, Calheiros, Gondufe, S. Pedro d’ Arcos ou o miradouro de Sta. Justa, de onde se conseguem fabulosas vistas sobre o Lima.

 

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