Passeio pela Rua dos Bacalhoeiros e de Saramago

Já teve vários nomes mas é por Bacalhoeiros que hoje é conhecida. Rua de vinhos, produtos portugueses reconhecidos no estrangeiro, boa comida e as cinzas de um Nobel que ali escolheu repousar.

É rara a rua lisboeta que não tem, na sua história, alguma menção ao terramoto de 1755. A dos Bacalhoeiros não é exceção já que era nesta artéria junto ao rio que, após a tragédia, os comerciantes de bacalhau e confeitaria passaram a juntar-se para fazer as suas transações. O nome pelo qual a conhecemos foi-lhe atribuído no século XIX mas, antes disso, teve várias identidades: Rua Direita da Ribeira, Rua de Cima da Misericórdia, Rua de Cima da Conceição dos Freires, Rua Direita dos Freires ou Rua dos Confeiteiros. O passeio pode ser dificultado pelas obras que se estendem por todo o perímetro, mas é largamente compensado pela qualidade dos comes e bebes portugueses que ali se encontram. De barriga cheia, visita-se a Casa dos Bicos, que honra a obra de José Saramago, único Nobel da Literatura português. As suas cinzas foram depositadas junto a uma oliveira vinda da localidade onde nasceu, na Azinhaga, na Golegã. Com a brisa do Tejo ali ao lado, vale a pena o passeio pela história e pelas palavras.

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